As coisas que aconteceram em 2013

É, eu sei, atualizar este blog foi uma lástima.Olha só, pelo menos o post clássico de final de ano que serve só para eu lembrar o que aconteceu e que ninguém mais teria interesse está indo pro ar!

Noivei!com certeza, foi O fato do ano. Quem diria que eu noivaria com tudo que tem direito? ^^

My preciousssssss

• Voltei a ser PJ: porque definitivamente não sirvo para ter horário fixo, indo para um mesmo lugar todo dia, ganhando menos e tendo um naco do salário descontado em troca de uma falsa estabilidade :P

• Freelei como nunca: ok, não naquele nível absurdo de viver às custas de café na veia, mas o suficiente para tirar uma graninha bacana (um abraço,Patati! xDDD)

• Ganhei uma quase sobrinha: só falta oficializar no papel, mas para a Isabella eu já sou a "tia mais nova do lado do pai". Agora só falta ela ir com a minha cara e franzir menos a testa quando me vê! xD

• Meu sobrinho se mudou para minha casa: mais um morando aqui, desta vez por causa da faculdade. E o ninho crescendo, aeaeae xD

• Conheci Seattle: uma cidade que seria perfeita se não fosse o frio polar que faz durante quase o ano todo. E ainda sim quero muito morar lá *-* (ayeh, devia ter feito um post sobre lá mas esqueci :D)

Pike Place Market, quisaudadi!

• Comi lagosta pela primeira vez: e é booom demais. Também aprendi a limpar camarão na véspera do ano novo. Ick.

• Estou sem nenhum maldito dente do siso :</b> arranquei os 3 que ainda tinha e estava enrolando horrores. Bem, não à toa, foi horrível e não desejo isso para ninguém. Exceto para aqueles motoqueiros lazarentos que passam correndo com os escapamentos barulhentos >:D

• E mais fatos sobre dentes: que não tem nada a ver comigo mas foram importantes! Minha mãe colocou implantes (o que abalou um pouquito minhas economias) e mandei meus cachorros para limparem os dentes (que estavam cheios de tártaro, coitados. E tive mais um prejuízo de novo xD)

• Consertei a minha cachorrinha mais torta: além dos dentes, também descobri que ela tinha falta de produção de lágrimas (e terá que usar um colírio super caro a vida toda para não ficar cega), problemas no joelho, artrose na bacia e por causa disso ela teve que emagrecer radicalmente e tomar remédios. Agora ela parece estar bem, mas o preju...


• Fiz uma super limpeza no meu quarto: joguei muitos sacos gigantes de lixo de muita coisa que não fazia diferença guardar. Impressionante a capacidade do ser humano de acumular coisas, hehehehe

• Fiquei mais menininha: comprei roupinhas melhores, algumas maquiagens, sapatos que acabam com os meus pés, ganhei uma bolsa apresentável e estou pensando em comprar mais acessórios. É muito difícil parecer uma dama, hauhuahua

• Estou conhecendo mais o Budismo: e quem sabe no que isso vai dar? Ainda estou um pouco confusa e mesmo assim estou gostando do que estou aprendendo. Infelizmente sou meio burra demais para essa religião, haha

• Ajudei ONGs de animais: bem pouquinho, espero ajudar um pouco mais no próximo ano (opa, olha eu aqui já fazendo uma promessa de ano novo!)

Ow vontade de trazer tudo pra casa =/
Apesar de todo mundo ter dito, no geral, que esse ano não foi fácil, eu achei muito bom. Ano que vem promete ter muita aventura, mais coisa nova para listar e espero que dê tudo certo! E que a minha cachorrinha pare de inventar doença, hehe.

A arte e o egoísmo

"Nós artistas somos egoístas, vivemos numa bolha. Amamos tanto o que fazemos que acabamos excluindo todo o resto ao nosso redor...."
Gene Colan

Li esses dias essa frase no mural de um amigo no Facebook e lembrei que só tinha me ligado disso enquanto explicava para a sobrinha mais ou menos como funcionava as coisas na minha área.

Ao contrário de muitas profissões que (teoricamente) visam ajudar o próximo ou que contribuem para o bem estar ou evolução das pessoas, o pessoal que trabalha com arte pensa apenas na evolução e satisfação próprios. Podem dizer que observam o mundo, que inspiram os outros, que desperta sentimentos escondidos em alguns. Mas tudo isso não passa de consequência de um trabalho puramente egoísta. O artista não pensou que causaria isso e sim que estava fazendo um bom trabalho para mostrar aos outros, para se orgulhar.

É meio estranho dizer isso de uma profissão tão sensível, só que é assim que funciona: você estuda, treina, corre atrás porque quer ser melhor segundo os seus parâmetros. Se fosse para entreter os outros, não precisaria de tanto, é só ver alguns sucessos da criançada como a Galinha Pintadinha - que francamente, também não foi feita só para entreter, com certeza é caso pensado para lucrar horrores com vendas de produtos e shows. Nos lugares que trabalhei, nunca ouvi alguém dizer que estava fazendo aquilo com tanto esmero porque faria crianças felizes e sim porque estava se desenvolvendo muito mais fazendo tal tarefa. O roteiro tá ruim?Tudo bem, o que importa é fazer a minha parte e deixar tudo bonito.

Aliás, muito pelo contrário, ninguém curte fazer projeto dos outros. Trabalha ali porque precisa e porque pode aprender mais, se pudesse viveria de curtas de autoria própria.

Design às vezes cai no mesmo problema. Todo mundo quer aplicar o que viu nos livros, nos cases, na faculdade. Não interessa o que o cliente quer, afinal o que ele sabe? Sei que tem muito e muito cliente cretino que não sabe e não aceita nada, mas o que é que passa na cabeça do profissional? Que ele quer empurrar aquilo que ele sabe, o que ele acha melhor. A consequência é ajudar na comunicação visual. Bons designers são aqueles que pensam primeiro na necessidade, meio raro encontrar isso por aí.

Não é à toa que o maior problema em relacionamento interpessoal das agências e estúdios é o ego.

O negócio é tão centrado no umbigo que o cara entra de cabeça e não sossega nunca. Nunca tá satisfeito, sempre acha que pode melhorar. Acho que isso tem os dois lados, não acho que seja ruim se aprimorar, mas acho ruim que isso seja um objetivo único. Vejo muito nego bitolado nisso e esquecendo de coisas básicas como ter uma vida. Quando sai da bolha, só sabe falar da sua arte, se esquece dos interesses dos outros (eu entendendo o assunto já acho isso chato pra carai, imagina quem não é). E tem uns que a gente ouve falar que pira mesmo, que se isola do mundo e não quer saber de mais nada além de viver de arte.

Muitas vezes eu penso que, mesmo gostando muito de tudo, parei na área errada. Simplesmente não consigo ser assim e consequentemente não consigo ser muito boa em vários aspectos. Quando eu era mais nova, que foi quando eu me desenvolvi melhor, eu era muito mais isolada, não tinha muitos amigos, passava o dia todo no quarto torrando folhas e lápis. Hoje não consigo pensar em abrir mão do tempo que passo com a minha família, perdi uma coisa ou outra e já me arrependo demais. É tempo que não volta e não tem preço. Nem mesmo a arte vale tanto.

Não quero que ninguém deixe de gostar do que faz ou que eu ache todo mundo errado. Só acho que vale a pena parar um pouquinho para refletir e ver se há alguma coisa que no fim a pessoa queira mudar. Já ouvi gente rebater qualquer argumento que envolva isso como "então você não gosta o suficiente, deveria procurar outra coisa". Caramba, é tudo tão radical assim? Não tem espaço para outros interesses? Então eu realmente deveria procurar outra coisa!

Noivando

Tirando o pó do blog em grande estilo e com um motivão daqueles!

Sabem, eu nunca tinha sido noiva antes e nem achava que fosse virar tão cedo - ainda mais quando se tem um namoro à distância, que é uma coisa muito complicada, indicada apenas para usuários avançados e com plena certeza do que estão fazendo. Ao mesmo tempo, todo mundo já esperava por isso porque "não é possível que um dia vocês não irão de casar!". E claro que a gente também pensava isso, não era apenas a opinião pública, hehe. Volta e meia a gente caia naquelas conversas típicas, imaginando o que poderia ser, como seria a vida de casados, o que faríamos se um filhote aparecesse do nada. Enfim, planos e algumas zuerinhas normais xD.

Sério, não imaginava mesmo que o então namorado estava preparando tudo para noivar. Depois de finalmente conseguir a minha liberdade de volta virando PJ (não nasci pra ser CLT nessa vida), planejei visitá-lo em setembro. Chegaria em um domingo e na segunda seria feriado, o que era ótimo porque seria um dia a mais para a gente ficar junto e tal. Ele queria passar esse dia a mais no Museu de Arte da Philadelphia, onde a gente já tinha ido antes mas só tiramos fotos, andamos e subimos aquela escadaria do Rocky (que é um inferno, diga-se de passagem); mas no mesmo dia ia rolar um festival de música aleatório que deixou o trânsito em volta do museu impraticável.

O plano B foi visitar Longwood Gardens, que é um lugar cheio de jardins (dãã) lindos. Muito lindos mesmo, de deixar qualquer um abestalhado, mesmo aqueles que não são lá muito chegados em coisas da natureza como eu. Andamos um pouquinho e encontramos um "caminho" muito bonito de galhos enrolados em volta de madeiras, pedrinhas e plantas. Como disse a minha sobrinha, um lugarzinho que parecia ter saído de um conto de fadas. Ele então sugeriu que a gente sentasse em um dos banquinhos. Um pouquinho de papo furado depois, ele se ajoelha de repente (nas pedrinhas, tadinho), saca a caixinha do bolso e pergunta se eu queria me casar com ele. (OOOOOUUUNNN!!!)

 

Eu fiquei tão abestalhada que fiquei perguntando "que é isso? que é isso???". Depois consegui responder que sim, claro, óbvio! Então ele colocou o anel no meu dedo e eu pirei, haha. Era lindo, brilhante, coisalindademeudeus. Tudo certinho, conforme o protocolo. Quer dizer, ele não pediu minha mão antes para minha mãe, só depois, mas agora está tudo certinho, hehe! No mesmo dia à noite atualizamos o status no facebook, para confirmar para o mundo o nosso novo status. Afinal se não está no facebook não é de verdade, hauha. Ficamos muito felizes, mesmo com os likes que às vezes parecem ser tão automáticos, e com os comentários de felicitações do pessoal.


Deu tudo tão certo que depois ainda andamos um bocado para conhecer o lugar e logo que entramos no carro para ir embora começou a chover! Parecia até que o tempo estava se segurando para não escaldar a gente, hehe.

Ah sim, o plano original dele era pedir no museu porque lá foi um dos primeiros lugares que a gente passeou juntos, no comecinho do namoro. E foi lá que a gente tirou a primeira foto bonitinha de casal que "revelamos" e deixamos em um porta retrato, hihihi (sou uma romântica abobada, caso não tenham percebido). Eu nem desconfiei que ele estava com segundas intenções mesmo odiando visitar museus, huehuhe!

Continuando com a maré de coisas boas, fomos em um restaurante mais-que-demais para comemorar o noivado com a família dele. Ninguém o conhecia antes e ainda bem que deu tudo certo de novo! A comida era ótima,  o show no hibachi (que é uma chapona que fica no centro da mesa) foi sensacional e ainda tivemos a coincidência de sermos atendidos por um cara que falava português porque era de Portugal! xD


A gente ainda está se acostumando com a nova nomenclatura e volta e meia escapa um "namorado/a". Afinal foram 3 anos se referindo ao outro assim, ne? Logo logo a gente se acostuma; dá um orgulho danado quando eu digo "meu noivo" porque é muito importante. :3