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Noivando

Tirando o pó do blog em grande estilo e com um motivão daqueles!

Sabem, eu nunca tinha sido noiva antes e nem achava que fosse virar tão cedo - ainda mais quando se tem um namoro à distância, que é uma coisa muito complicada, indicada apenas para usuários avançados e com plena certeza do que estão fazendo. Ao mesmo tempo, todo mundo já esperava por isso porque "não é possível que um dia vocês não irão de casar!". E claro que a gente também pensava isso, não era apenas a opinião pública, hehe. Volta e meia a gente caia naquelas conversas típicas, imaginando o que poderia ser, como seria a vida de casados, o que faríamos se um filhote aparecesse do nada. Enfim, planos e algumas zuerinhas normais xD.

Sério, não imaginava mesmo que o então namorado estava preparando tudo para noivar. Depois de finalmente conseguir a minha liberdade de volta virando PJ (não nasci pra ser CLT nessa vida), planejei visitá-lo em setembro. Chegaria em um domingo e na segunda seria feriado, o que era ótimo porque seria um dia a mais para a gente ficar junto e tal. Ele queria passar esse dia a mais no Museu de Arte da Philadelphia, onde a gente já tinha ido antes mas só tiramos fotos, andamos e subimos aquela escadaria do Rocky (que é um inferno, diga-se de passagem); mas no mesmo dia ia rolar um festival de música aleatório que deixou o trânsito em volta do museu impraticável.

O plano B foi visitar Longwood Gardens, que é um lugar cheio de jardins (dãã) lindos. Muito lindos mesmo, de deixar qualquer um abestalhado, mesmo aqueles que não são lá muito chegados em coisas da natureza como eu. Andamos um pouquinho e encontramos um "caminho" muito bonito de galhos enrolados em volta de madeiras, pedrinhas e plantas. Como disse a minha sobrinha, um lugarzinho que parecia ter saído de um conto de fadas. Ele então sugeriu que a gente sentasse em um dos banquinhos. Um pouquinho de papo furado depois, ele se ajoelha de repente (nas pedrinhas, tadinho), saca a caixinha do bolso e pergunta se eu queria me casar com ele. (OOOOOUUUNNN!!!)

 

Eu fiquei tão abestalhada que fiquei perguntando "que é isso? que é isso???". Depois consegui responder que sim, claro, óbvio! Então ele colocou o anel no meu dedo e eu pirei, haha. Era lindo, brilhante, coisalindademeudeus. Tudo certinho, conforme o protocolo. Quer dizer, ele não pediu minha mão antes para minha mãe, só depois, mas agora está tudo certinho, hehe! No mesmo dia à noite atualizamos o status no facebook, para confirmar para o mundo o nosso novo status. Afinal se não está no facebook não é de verdade, hauha. Ficamos muito felizes, mesmo com os likes que às vezes parecem ser tão automáticos, e com os comentários de felicitações do pessoal.


Deu tudo tão certo que depois ainda andamos um bocado para conhecer o lugar e logo que entramos no carro para ir embora começou a chover! Parecia até que o tempo estava se segurando para não escaldar a gente, hehe.

Ah sim, o plano original dele era pedir no museu porque lá foi um dos primeiros lugares que a gente passeou juntos, no comecinho do namoro. E foi lá que a gente tirou a primeira foto bonitinha de casal que "revelamos" e deixamos em um porta retrato, hihihi (sou uma romântica abobada, caso não tenham percebido). Eu nem desconfiei que ele estava com segundas intenções mesmo odiando visitar museus, huehuhe!

Continuando com a maré de coisas boas, fomos em um restaurante mais-que-demais para comemorar o noivado com a família dele. Ninguém o conhecia antes e ainda bem que deu tudo certo de novo! A comida era ótima,  o show no hibachi (que é uma chapona que fica no centro da mesa) foi sensacional e ainda tivemos a coincidência de sermos atendidos por um cara que falava português porque era de Portugal! xD


A gente ainda está se acostumando com a nova nomenclatura e volta e meia escapa um "namorado/a". Afinal foram 3 anos se referindo ao outro assim, ne? Logo logo a gente se acostuma; dá um orgulho danado quando eu digo "meu noivo" porque é muito importante. :3

Campos do Jordão

Cansei de ouvir que Campos do Jordão é lugar brega, wannabe cidade chique friorenta européia e lotada de gente fresca à toa. O fato é que eu e o namorado queríamos ir para lá para conhecer e descansar! Para ajudar, ele estava por aqui em baixa temporada, sem perder o frio característico do lugar, então nos planejamos há alguns meses atrás e fomos sem medo de engordar, digo, de ser feliz.

Como priorizamos o hotel e a comida, economizamos no meio de transporte. Fomos pra lá de ônibus, que sai do Terminal Rodoviário Tietê pela Pássaro Marrom. A viagem durou 3 horas cravadas, conforme o previsto, com uma parada em São José dos Campos. Engraçado que fomos um dia antes de proibirem a cobrança pelo uso do banheiro nas rodoviárias e voltamos no dia que as passagens tiveram reajuste, hehe. Agora são R$34,78 para cada pessoa, por cada trecho (ida ou volta).

A rodoviária de Campos do Jordão não é lá aquelas coisas, na verdade dá até medinho de andar ao redor dela, só que o mais assustador mesmo foi o estado das calçadas - isso quando tinha uma. Como era perto, andamos até a loja dos Chocolates Araucária e tinha um trecho que, ou a gente andava na rua onde passavam os carros, ou teríamos que encarar uma pontezinha improvisada from hell. Eu preferi correr o risco do atropelamento, hehe. 

Depois da visita à loja, voltamos para a rodoviária e pegamos um taxi para nos levar até o hotel porque não queríamos mais tanta aventura e a fome estava forte. A cidade não é grande, então chegamos no Canada Lodge rapidinho. Era uma pousada com decoração canadense intensa, o quarto era muito aconchegante e o staff muito simpático. O maior defeito deles era um mapa da região que estava errado e nos fez andar muito pra nada! Se não fosse o google maps do celular do namorado estaríamos andando por lá até agora.

Primeiro fomos no Krokodilo, mas não havia ninguém para nos atender mesmo tendo ligado antes perguntando se estavam funcionando. Nos perdemos (graças ao mapa errado do hotel que citei antes) e então chegamos ao centro de Capivari, onde tem as coisas que mais nos interessavam. No caso dele, a Baden Baden. Queria ver algumas lojas mas elas ja estavam fechando. Pelo menos deu pra ver pelas vitrines que as coisas não estavam tããão caras assim.

E eu quase peguei esse cachorro. Tinha vários, bonitinhos e abandonados =/
Saímos da Baden Baden e já fomos jantar em um restaurante próximo. Não poderíamos ser mais previsíveis: escolhemos uma sequência de fondue. Muito mais barato que em São Paulo e compensa mais que rodízio, afinal vem tanta coisa que você mal consegue dar conta, imagine então pedir mais! 

Como o intuito da viagem também era descansar, não ficamos até tarde na rua e voltamos para aproveitar o conforto do hotel. Piso aquecido no banheiro e aquecedor no quarto deixou o frio de 10ºC que fazia lá fora bem longe.

De manhã nos acabamos no brunch antes de fazer o check out. Tinha muita coisa boua e a cozinheira era muito simpática também. As panquecas eram feitas na hora e, segundo ela, a cobertura de maple era caseira. A gente também viu ela passando a receita das panquecas para um casal que estava ao lado, haha.  

Resolvemos ir andando até a rodoviária e descobrimos um corta caminho meio alternativo, mas válido. Tudo é realmente muito perto se a gente não se perde, hehe. A volta também foi tranquila e demoramos as mesmas 3 horas. Pena que na ocasião a linha amarela ainda não funcionava até a Luz em período integral, senão as coisas teriam sido muito mais fáceis. 

A gente ficou uma noite achando que não veríamos muita coisa, já que não estávamos afim de fazer trilha, andar de teleférico e essas coisas que envolvam se mexer mais. No fim descobrimos mais coisas legais  e queremos voltar! Realmente não faz sentido algum ir para lá em alta temporada, aquilo cheio de gente tira muito do charme e do sossego que deveriam ser apreciados. 

Empire State

Voltando a postar com um post super chique queridaaammm! Depois de visitar NY algumas (duas) vezes, eu e meu namorado finalmente fomos visitar o lendário Empire State building feliz. Como eu sou a chata do relacionamento, primeiramente fiquei com preguiça, depois o tempo estava bem nublado e argumentei que a vista não seria tão legal. O que eu não esperava era que no dia seguinte o céu abriu lindão haha, aí não teve como adiar mais.


Para ter acesso à varanda do 86º andar são necessários passar por um esquema de segurança igual aos dos aeroportos (com esteira de raio-x, detector de metal e procedimentos legais como tirar todas as blusas e calçados), pagar uma entrada de 21 doletis (ainda havia taxas adicionais como 8 por um mapa ou 15 para ir até o 102º andar) e ter uma paciência de jó com as filas. Sério, é muita fila MESMO. Quando você acha que tá acabando, espera que ainda tem mais um pouco. Fila em vários trechos, enormes e cheias de brasileiros. Infelizmente esquecemos de marcar quanto tempo gastamos nessa brincadeira, haha.

Mas chegando lá em cima, a vista é impressionante e eu teria me arrependido de perder uma parte dela por causa de alguma nuvem. Parece que você consegue enxergar o mundo inteiro lá de cima, é bem legal. Só não foi melhor por causa do vento cortante do inferno que quase arrancou o meu rosto fora - é, eu sou friorenta e fresca mesmo >_<.


Palavras são bem inúteis para descrever este momento, então eu subi um monte de fotos tiradas pelo namorado neste álbum do picasa. Pelo menos elas registraram uma parte do que vimos.

Claro, antes que perguntem, não é possível se atirar lá de cima (dá pra ver nas fotos que há muita proteção) e também não tem como jogar uma moeda para matar alguém lá embaixo porque tem um balcão antes, haha!

E depois da visita, recomendo muito o Starbucks e o Heartland Brewery que ficam na base do Empire State, nham nham.



Bônus: o Bruno fez uma arte muito legal com a foto acima. É, não encontramos nenhum macaco gigante na nossa visita, ainda bem! Haha, valeu mesmo pelo desenho!

Comidas gringas engordativas

Sabe aquela coisa que todo mundo ouve, que norte americano é mais gordinho e só come em fast food? Pois é, para minha alegria, isso é a mais pura verdade. Se eu morasse lá com certeza faria parte da turma dos gordinhos (não que eu seja magra mas tô falando em ser gordinha agressiva mesmo, hahuaha) porque é o caminho mais fácil.
Na verdade você tem que fazer um esforço imenso pra não entrar na dança porque a cada 10 passos (ok, exagerei, a cada 15 xD) tem um lugar que vende comida gordurenta, boa e barata. As únicas exceções foram os rodízios de comida asiática e as refeições feitas pelos pais do meu namorado - que eram ótimas e eu espero que ele aprenda a cozinhar como eles, hehehehe.

Enfim, como foi muita coisa (vai gordinhaaaa \o/), vou relacionar todos de uma vez com um resuminho rápido e uma foto matadora.

• Applebees


Sei que tem várias lojas aqui em São Paulo, mas já fui duas vezes e não acertei em pedir a coisa certa. Lá pedimos uma entrada com muitos nachos e um creme de queijo com espinafre que era ótimo e já havia me deixado satisfeita e uma massa com molho 3 queijos e frango que eram sensacionais. E o melhor foi que, mesmo convertendo pra real, ainda saiu mais barato.

• California Pizza


Uma das melhores pizzas que eu já comi. A minha era de alcachofras com queijo e não sei se a do meu namorado era boa porque era uma apimentada from hell. O ambiente era ótimo e com músicas de qualidade dos anos 80 e 90!

• Cold Stone


Sorveteria sagrada onde encontrei a melhor arma contra a minha tpm: sorvete de chocolate, com chocolate chips, brownie e cobertura de chocolate. O legal é que tudo isso era misturado em uma pedra gelada (rá, sacou?) e servido em porções generosas. Essa da foto era a menor que eles tinham.
Por incrível que pareça, ainda havia outras combinações igualmente boas.

• Domino's


Também sei que tem por aqui, mas nunca tinha ido. Outra pizza muito boa - e que quase me queimou toda porque resolvemos almoçar no carro em movimento huahua!

• Five Guys
Esqueci de tirar foto! Os lanches não eram daqueles que te levam às estrelas, mas o esquema deles era muito bom: bastava escolher o tipo de hamburger pois todos os acompanhamentos disponíveis já vinham dentro dele por default. Na verdade eu tive que falar para tirar alguns deles porque não eram poucos!

• Guadalajara


Descobrimos o restaurante sem querer enquanto íamos em direção ao McDonalds. Não era muito grande, mas a comida era ótima. A fajita de carne, frango e camarão na chapa chamou a atenção até de um casal que estava no restaurante vizinho. Foi quando eu também descobri que estava com saudades de arroz e feijão e acabei comendo os dois em separado, quando eram pra ser na verdade um acompanhamento da fajita.

• Häagen-Dazs


Não preciso dizer que os sorvetes são sensacionais. O legal mesmo foi conseguir comprar uma banana split lá sem ficar falido. Tá certo que a atendente não nos entendeu muito bem, mas tava bom mesmo assim.

• Heartland Brewery


Apesar do nome complicado (tivemos que tirar uma foto da entrada para lembrar depois) e que eu não consigo pronunciar, os lanches eram muito bem servidos. Foi a nossa primeira parada e refeição em New York.

• Ihop


Sim! Panquecas de vários andares com muito molho não existem apenas em desenhos animados! A massa pesava tanto que eu não consegui acabar com as minhas, mimimi.

• King Buffet


Rodízio de comida asiática com muita variedade de comida boa. Até o sorvete (que também era à vontade) era gostosinho. E ainda ganhamos biscoitinhos da sorte no final.

• Magnolia Bakery


Chegamos a essa padaria de um jeito bem inusitado e copião: vimos duas mulheres entrando no hotel com caixinhas de cupcakes e achamos o lugar pelo iPhone. Pena que só vendia bolos e cupcakes mesmo (no geral eu prefiro salgados a doces), mas pelo menos eram muito bem feitos.

• Minado


Outro buffet de comida asiática, com menos opções que o King Buffet mas igualmente muito bom. Nada como um sashimi de atum vermelhinho para lembrar como a vida é uma dádiva...

• Olive Garden


Não podia faltar comida italiana nesse roteiro. Pra melhorar o restaurante era muito bonito, ambiente muito bom e comida farta e boa. Desde o pãozinho com alho e manteiga na entrada até as nossas massas, tudo perfeito!

• Red Robin


Seria mais uma rede de lanchonetes engordativas feliz se não fosse por um detalhe: refil de batata frita! Se ainda fossem de batatinhas palito tudo bem, mas eram uns nacos que me derrotaram na segunda cestinha >_<.

• Ruby Tuesday


Mais uma lanchonete! Hamburguinhos gostosos e lalala, mas o diferencial deste prato mesmo foram a salada e a batata frita à vontade. Desta vez elas eram palito e eu consegui comer um pouco mais, haha!

• Soya


Um lugar muito correto e digno com sushimans (que pareciam ser proprietários também) que preparavam os pratos na hora, atrás de um balcão enquanto conversavam com alguns clientes. O yakisoba poderia ser melhor, mas os makis eram tudibom. Principalmente este Tempura roll com atum... vermelhinho. *-*

• Spring House Tavern


Além da ambientação de uma taverna, o recinto estava em ritmo de festa comemorando os seus 25 anos. Como resultado, todas as cervejas (ou quase todas, não sei, pra mim não fez diferença porque não bebi nada) estavam a 99 cents. O que curti mesmo foram as bitelas de carne servidas que me deixaram imóvel pelo resto do dia.

• Yum Yum!


Donuts! E eram mais gostosos que os do Dunkin' Donuts (que eram bons também, não tem como desmerecê-los), hehe.

• Bonus round: Starbucks


Mesmo sabendo que lá é uma rede de cafés bem popular, eu sempre me surpreendia ao encontrar um em cada esquina. Os frapuccinos são iguais os daqui (só muda o preço, lá custavam em média 3 dólares) e era possível encontrar vários produtos deles no mercado. Inclusive estes sorvetes de frapuccino! O de java chip era exatamente igual. \o/

Primeiras impressões dos EUA

A mistura de cansaço, alívio e alegria extrema me deixaram um pouco atordoada. Eu queria poder observar, pensar e falar mais mas o corpo não respondia direito haha.

Bom, primeiramente foi necessário passar pela imigração dos EUA antes de sair do aeroporto. Apesar de alguns brasileiros mal educados saírem correndo do avião pelas bordas, não havia filas extensas por causa do grande número de cabines para atender o povão.
Quando chegou minha vez, só entreguei os formulários e respondi aquelas perguntas básicas sobre onde eu ia ficar, quanto tempo, porque eu tava lá e lalala. No fim não fazia muita diferença porque o cara que me atendeu parecia mais entediado do que nunca e nem se dava ao trabalho de abrir a boca direito para falar. xP

Depois fui pegar minhas malas na esteira, que para minha sorte saíram logo, e tive que passar na inspeção porque fui honesta e marquei em um dos formulários que estava levando comida. Como eram só balas e docinhos felizes, o agente só viu uma das minhas malas e ainda ficou impressionado que todo mundo no Brasil pode tirar férias de 30 dias.

Uma coisa que achei absurda, mas não sei se é com todo aeroporto de lá, é que para usar os carrinhos para carregar malas é necessário passar o seu cartão de crédito, ou seja, pagar por isso! Por mais barato que fosse, preferi levar as minhas só com as rodinhas delas mesmo heh. (vai muquirana! xD)

Enfim sai do aeroporto e encontrei meu amorzinho! Antes que eu mate alguém que esteja lendo este post de diabetes, não vou descrever com detalhes os meus momentos de bobeira amorosa feliz. Só digo que tudo que eu fiz para chegar naquele momento, e nos outros maravilhosos que passamos juntos, valeu muito a pena, de verdade. ^^

Apesar das estradas serem mais retinhas e os carros que viajavam por elas serem mais legais, não achei lá muito estranho. A sensação que eu tinha é que não era possível estar tão longe de casa, em outro país e isso me acompanhou por quase a viagem toda. Claro que tinha muita coisa diferente, enfim, não consigo explicar essa parte direito hehehehe.


Como não poderia deixar de falar de comida, minha primeira refeição lá foi no Burger King, uhul! O whopper que pedi era igualzinho o daqui, com a vantagem que era mais barato e com refil de chá (sei que tem isso por aqui, mas só nos restaurantes de rua bleh!).
A janta também foi ótima pois finalmente experimentei carne de caranguejo, com um molhinho muito bom, acompanhado de outras gostosuras *-*.


Hmm... talvez seja o caso de fazer um post especial só com comidas, hoho! \o/

O voo

(Só para constar: ainda acho muito estranho a palavra voo ter perdido o acento circunflexo, hehe)

Chegou o dia da viagem! Não tive muitos problemas com a organização das minhas coisas, o dia correu normalmente e fui para o aeroporto calculando 3 horas de antecedência. Pode parecer exagero, mas todo paulistano que vai viajar por Guarulhos precisa contar com o trânsito da marginal. Sem dizer que a fila do check-in da minha companhia estava uma graça porque parecia que um dos voos do dia anterior havia sido cancelado.


Quando fui atendida e conclui o check-in, o funcionário do balcão me recomendou entrar no portão logo porque lá também haveria filas. Sorte a minha que estava tudo tranquilo, porém fiquei um tempão morgando lá dentro, esperando o voo ser liberado.

O pânico mesmo só começou a aparecer quando entrei no avião e sentei no meu lugar. Não me senti nada confortável e recomendo a todos que, por mais que sentar no corredor te dá liberdade para levantar quando quiser, não troco pelo apoio extra para o corpo e a vista da janela (troquei para a janela no voo da volta, só para constar hehe).
E não, comprar uma passagem na primeira classe está fora de cogitação. Ow pobreza!


As coisas só pioraram quando o avião começou a decolar. Na verdade essa parte é suave, o problema era o meu nervosismo extremo mesmo hehe.
Foi bem complicado me controlar nos primeiros minutos mas depois me acalmei. Não achei a comida tão ruim assim (não que ela seja aquela gostosura, mas eu esperava algo muito mais sem gosto), as aeromoças foram gentis e na TV deles assisti Iron Man 2 e uns episódios de 30 Rock, The Office e, pasmem, Big Bang Theory! Também tinha um canal que só passava House, mas esse eu passei heh.

Foi então que me deparei com o segundo momento crítico: dormir. Meu corpo já estava molenga, meus olhos estavam pesados, mas eu sentia uma dor muito chata na perna direita que não me deixava relaxar. E não adiantou andar, alongar ou tirar os sapatos. Se dormi meia hora foi muito, o que é terrível em um voo de 9 horas que cobre a madrugada toda. Imaginem se depois eu ainda tivesse que fazer uma conexão, argh!

Finalmente as luzes começaram a acender e as aeromoças voltaram com o café da manhã. Elas também distribuíram formulariozinhos que precisavam ser preenchidos e entregues na imigração. Achei legal que as instruções para tal apareciam na sua TV.

Não preciso dizer que fiquei com medo no momento do pouso. Puxa vida, o avião ficava inclinando e descendo aos toquinhos, isso é suficiente para abalar o meu coração de caipira master, hahuaha. Só não foi pior porque o cansaço me deixou um tanto quanto dopada e foi um alívio saber que finalmente eu tinha chegado.

Preparativos da viagem

Espero sinceramente que ninguém encare este post como um guia! Isto é apenas um relato de como uma maluca que nunca viajou de avião e muito menos saiu do próprio estado se preparou para ir pros Estados Unidos.

• Antes de tudo, é sempre bom verificar no site da companhia aérea quais são as regras dela quanto à bagagem: quantas malas, de quantos quilos, especificações de bagagem de mão, restrições específicas do país destino;

• A noia foi tamanha que, semanas antes, comecei a esquematizar tudo o que tinha que levar, comprar, comprar lá e trazer de volta pra cá em um bloco de notas. Mas foi muito útil, pelo menos pra primeira parte da viagem;

• Alguns dias antes, fui separando as coisas que levaria e não estava usando. Na verdade, como eu trabalho em casa mesmo, só estava usando roupas de guerra então consegui separar todas as roupas que levaria facilmente ehehe. Fiz isso porque sei que deixar pra juntar tudo no dia não daria certo pra mim;

• É sempre bom dar uma checada em como vai estar o tempo em suas cidades destino. No meu caso a previsão não era outra senão calor infernal x__x;

• Fiz algumas contas de quantas roupas levaria para durar o tempo que vou ficar fora, sem ter que lavá-las muitas vezes e sem que fizesse muito volume, afinal na volta as malas sempre estão mais cheias *-* (tá certo que eu fiquei longe do limite, tanto na ida quanto na volta, mas as malas da volta estavam realmente mais pesadas, hehe);

• Embrulhei os produtos frágeis em plásticos, plásticos-bolha, toalhas e afins. Deu certo, chegou tudo inteiro \o/;

• Verifiquei se meu celular funcionaria lá, para caso de emergência, vendo se a frequência é compatível. E não é que a da Vivo bate certinho com a dos EUA? Mas no final não precisei usar não, ufts;

• Fiz e refiz as contas sobre o dinheiro que eu tinha, quanto poderia gastar e como a levaria. Ainda bem que eu já usufruia das graças do cartão de crédito internacional;

• Tomei o cuidado de não esquecer dos eletrônicos e seus respectivos recarregadores e cabos. Outra alternativa, caso caiba no orçamento, é comprar um novo por lá, já que lá tem modelos melhores e mais baratos;

• Na bolsa de mão coloquei documentos e coisas para me distrair no avião (mp3 player e DS, que no fim nem usei também). Nos casos de conexão, é legal colocar uma troca de roupas. Também estou pensando seriamente em incluir na próxima viagem um travesseirinho (daqueles que apoiam o pescoço) e uma venda pros olhos pra ver se consigo dormir mais que meia hora x_x.

Sim, eu sei que este post está bem atrasado. Eu tinha começado a escrevê-lo antes da viagem, mas, novamente, como eu estava muito ansiosa, acabei não terminando-o.
Espero ter a chance de escrever mais sobre essa viagem. =D

Tirando o visto norte americano

Post um tanto quanto atraso porque estava ficando quilométrico e eu estava com preguicinha de terminar, hehe.

Com o passaporte em mãos, agora era hora de correr atrás do visto, weee! Fico feliz em dizer que pelo menos neste caso fiz a solicitação na época certa, depois que trocaram 3 formulários malucos por um quilométrico, porém online. \o/

Até que o processo foi mais fácil do que pensei, embora não deixe de ser trabalhoso. Depois de algumas pesquisas e de indas e vindas, primeiramente paguei a taxa de 38 reais que dá ao cidadão o direito de agendar uma entrevista e de obter informações completas sobre o que deve ser feito - além de também poder ligar para um SAC, que infelizmente é super burocrático, me deixou na mão, fica no Rio de Janeiro e é cheio de atendentes com carioquês bem afetado (inclusive nas gravações em inglês). Achei esse pagamento bem inútil, mas era obrigatório e pelo menos pode ser efetuado de várias maneiras diferentes pelo site.

Aproveitando um horário de almoço na civilização, paguei a outra taxa chata de 131 dólares no Citbank. O engraçado aqui é que não importa qual seja a cotação do dia, o dólar do consulado valia R$ 1,80, então não sei porque eles não decidem logo que a taxa é tantos reais e pronto pow, heuhe. Ah, e as agências do Citibank são outro nível, mais vazias e confortáveis. ^^
No mesmo dia, tirei também a foto para o formulário, no caso, 5x7. Mas não é só isso! A maneira como o seu carão aparece precisa seguir certas regras especificadas no site do consulado, para a alegria do cara que tirou a minha e teve que ficar acertando essas picuinhas. xD

Depois de tudo isso, já não tinha mais como evitar o formulariozão, que citei no começo do post. Sério, é muita coisa mesmo pra preencher e o site é muito noia: era preciso salvar as alterações de tempos em tempos ou tudo poderia ser perdido porque as sessões se cancelavam em 20 minutos! Ah sim, uma das primeiras partes do forumlário é uplodear a sua foto porque eu acho que ele tem um sisteminha de validação.
As perguntas estão todas em inglês e há uma opção pouco prática de passar o mouse por cima para ver a tradução - digo isso porque esse recurso não funcionou muito bem quando precisei hehehe. No geral não tive muitas dúvidas, só foi chato ter que confirmar em quase todas as páginas que sim, sou brasileira, nasci e tô morando aqui e no final confirmar que não tenho tuberculose e nem sou terrorista -_-". Só demorei mesmo porque fiquei com muito medo de preencher algo errado ou algo que desse brecha pra pensarem que eu quero virar imigrante ilegal, heuheuhe.

Pelo menos não foi assim...

No meio do preenchimento do formulário, descobri que não era obrigatório terminá-lo para agendar a entrevista, aeeee! E que a espera por ela em São Paulo era de, em média , 45 dias (enquanto em outras cidades era menos de 20). De qualquer maneira isso varia muito, afinal se alguém desiste e abre um horário amanhã, o site vai dizer que o tempo de espera é de um dia. xD

Como não dei essa sorte, lá fui eu esperar um mês e meio pra tal entrevista. Nesse meio tempo, as regras do visto mudaram: a taxa passaria para 150 dólares, trabalhadores e estudantes não precisariam mais pagar uma taxa extra de 60 dólares e os vistos poderiam durar até 10 anos, wow! Viva o Obama! \o/
Pena que não avisaram que quem pagou a taxa antiga precisaria ainda pagar a diferença e que isso entraria em vigor exatamente no dia da minha entrevista, yay! Por causa disso, demorei nem sei quanto tempo na fila que havia no único caixa disponível no consulado para pagar essa maldita diferença.

Ah sim, preciso dizer que antes disso há uma triagenzinha para entrar lá e não se pode entrar com nenhum aparelho eletrônico, nem pen drive, nem fone de ouvido e muito menos com objetos cortantes - para a alegria de vários comerciozinhos das redondezas que cobravam 5 reais para guardar esses objetos, uma vez que o consulado não possui guarda-volumes. Por isso não faço ideia de quanto tempo demorei para cada etapa, só sei que cheguei lá mais de duas horas antes do horario que marquei e demorei umas 3 horas para sair.

Depois de finalmente pagar a taxa, passei por uma salinha onde tinha que colocar a minha bolsa em uma esteira, igual aquelas de aeroporto com raio x, e passar pelo detector de metais antes de passar pra próxima etapa. E eu gostaria muito de poder tirar fotos porque nessa salinha havia quadros com as fotos do Obama e da Hillary, não sei pra quê, haha.

Entrando no consulado, há um caminho de setas bem didático no chão indicando para onde se deve ir: um galpão maluco com várias filas e banquinhos de espera diferentes e uma parede cheia de guichês. Sério, fiquei preocupada em me perder lá dentro, mas deu tudo certo.
A primeira fila é para pegar uma senha numérica pela qual você será chamado para sempre no galpão. A primeira vez é nos guichês verdes, ou pré-entrevista, onde os atendentes só perguntam qual o tipo do seu visto e pegam seu passaporte e comprovantes.

Provavelmente eles devem checar algumas coisas lá dentro , pois nada justifica a demora para ser chamado pela segunda vez nos guichês vermelhos, onde as impressões digitais são coletadas. Essa parte demorou tanto, acumulando tanta gente, que uma hora eles pediram que as senhas mais recentes esperassem meia hora na área da lanchonete, haha. Ah sim, eles usam aquelas malditas máquinas que não reconhecem minhas impressões direito, mas até que correu tudo bem.

Logo depois é a vez do terceiro e último guichê, o azul, que é a entrevista com o cônsul. Sim, aquela mesma que todo mundo teme, leva trocentos documentos provando que não quer virar um imigrante ilegal porque tem uma vida no Brasil - bem, pelo menos a maioria das pessoas xD. Eu mesma estava um pouco ansiosa, afinal, já pensou ter o visto negado depois de ter feito e passado por tanta fila!?
Pro meu alívio, o senhor que me atendeu mal olhou pra mim, fez aquelas perguntas básicas sobre o que ia fazer lá, qual era minha profissão, se eu tinha concluído o ensino superior, etc. Depois da segunda pergunta, notei que ele tinha desencanado de anotar as respostas e só tava rasbicando na folha, huehe. E o único documento que ele pediu foi o extrato bancário, aaaaah!

Bom, antes sobrar do que faltar ne, hauhauha! Visto concedido, segui as setinhas no chão que indicavam a saída e tchara! Mais uma fila! Desta vez para pagar o sedex mais caro do mundo (20 mangos meo!) que enviaria o meu passaporte de volta para casa. Por curiosidade, perguntei pra um funcionário se os vistos concedidos já estavam valendo por 10 anos; ele me respondeu que sim, mas que o período poderia variar, dependendo do que o cônsul concluísse.
Nem preciso dizer que pensei "nuss, fodeo"! O cara não quis saber de nada e vai me dar um visto de 3 meses, ARGH!


Novamente, deu tudo certo! O passaporte chegou em casa dentro do período estipulado e com o visto válido por 10 anos, yey! E para minha surpresa, também era do tipo B1/B2, ou seja, para turismo e business, sendo que eu só tinha solicitado o B1 \o/!
Não sei o que o tiozinho concluiu, mas sou muito agradecida por essa, hehe.

Tirando meu passaporte

Talvez este post ja não tenha mais utilidade no futuro, afinal eu espero de coração que daqui um tempo as coisas na polícia federal se normalizem e que as pessoas consigam ter seus passaportes em duas semanas. Estou relatando o que passei para conseguir o meu porque com certeza minha natureza de cobaia me fez resolver tirar o passaporte bem quando estão trocando o modelo, os programas, a empresa que faz sei lá o que - pelo menos foram as desculpas que me deram.

Tudo começou no final de fevereiro, quando entrei no site deles para preencher a minha solicitação. Nada de muito anormal, no final havia uma guia de R$ 137, que poderia ser paga em qualquer banco (e cujo comprovante deve ser bem guardado porque eles ficam com ele depois), e a instrução para agendar seu atendimento em um dos postos da polícia federal pela internet.

E foi aí que começou a enrolação. Chequei todos os postos e não havia nenhum horário disponível até o dia seguinte. No posto do shopping light pelo menos aparecia que não tinham horários até o final de março. Não sei porque raios não aparecia nada sobre as outras datas, só até o dia seguinte. Indo por essa “lógica”, quando então eu conseguiria entrar no site na hora que eles disponibilizassem o outro dia?

Então comecei a acessar a maldita página dos agendamentos todos os dias em vários horários diferentes... e nada. Pior que já tinha pago a taxa feliz e comecei a me preocupar com a possibilidade de demorar tanto pra agendar a bagaça que cancelariam minha solicitação. Foi aí que em uma noite aleatória, no meio de março, entrei como sempre no site e... 4 horários igualmente aleatórios surgiram na unidade central (acredito que foi graças a uma macumbinha boua, só pode ter sido xD)! Consegui escolher correndo a primeira delas, no dia 8 de abril, meio dia, e deu certo. Aleluia!

Chegando lá no dia marcado... jezuis, o que era aquela fila!? Tinha uma enorme do lado de fora do prédio pra passar pela recepção e, mesmo com horário marcado, tinha outra lá dentro pra passar pela triagem. Alias no site eles recomendam que você chegue bem antes no local justamente por causa disso e, dependendo de onde você mora, recomendo que saia de casa mais cedo ainda porque chegar lá por transporte público é um saquito. No meu caso, tive a sorte dupla de ter uma irmã que mora relativamente perto e que tem contatos lá dentro, hehe. Independente disso, o processo é rápido e indolor. Documentos de identificação, título de eleitor e comprovantes de votação da última eleição. A foto é tirada na hora e é tudo digital: inclusive a assinatura , que é feita em cima de uma tablet da wacom O_O.

Na semana seguinte voltei lá, entreguei meu protocolo e 15 minutos depois me chamaram em um guichê para provar que eu era eu mesma, conferir os dados e pegar o bichinho pronto. Uhul! /o/


Em breve a segunda parte da aventura: o visto. xD