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Rodada de filmes

Por vontade própria, não consigo arranjar muita motivação para ver um filme. É muito feio mesmo, tenho preguiça de pegar o dvd (ou bluray, que chique), colocar no aparelho e ficar parada vendo. Quando é pra ir no cinema então, minha nossa, precisa ser um filme que me chama muito a atenção. Sorte a minha que o namorado adora ver filmes e me arrasta para assistir junto. Logo, sempre que a gente se junta pras bandas dele, coloco um monte de filme que queria ver (ou não) em dia.

• Gato de botas: aventura solo do gato de botas do Shrek. Não é um filme ruim (embora o namorado tenha dormido no começo), tem piadas boas e mais uma vez mesclando contos de fada. Animaram os trejeitos dos gatos pra valer (e deve ter sido chato ficar tanto tempo observando gatos para chegar nisso, hehe). Meu maior problema mesmo foi a sequência previsível dos atos. Dá para esperar para ver em casa, seja lá qual for o método escolhido, hehehehe.

• Encantada: história romântica e feliz sobre personagens de desenho animado de conto de fada a la Disney caindo no mundo real. A cena da princesa cantando na cidade e atraindo os animais típicos da região é demais - embora eu tenha morrido de nojo da quantidade de pombos, ratos e baratas que apareceram na tela, iiick. É engraçado como o contraste de uma personagem tão inocente no meio de uma cidade grande mostra como o pessoal anda amargurado com a vida.

• Julie e Julia: baseado em duas histórias reais: a de Julia Child, uma cozinheira americana fodástica que aprende na marra os nhenhenhes da cozinha francesa e de Julie Powell, que tem Julia como um modelo de perfeição e resolve manter um blog por um ano para descrever as 524 receitas do livro Mastering the art of French Cooking. É muito, muito bom, principalmente as comidas que aparecem, dá uma fome danada. Ainda quero um dia comer um bolo com a cara inteira, que nem o marido da Julie faz em uma das cenas, hehe.

• Horrible bosses (Quero matar meu chefe): afinal quem nunca quis matar aquele chefe lazarento para ter um pouco de paz no trabalho? Neste filme, são 3 chefes realmente terríveis e que realmente acabam com a vida de seus empregados. Filme engraçadíssimo, é muito legal o jeito como as coisas se resolvem.

• Wild Hogs (Motoqueiros selvagens - WTF??): 4 homens na crise da meia idade resolvem atravessar o país em suas motos possantes. Plot simples, piadas bobas, filme leve e legal de se assistir. Talvez tenha um pouco de excesso nas piadas homossexuais e chutes no saco, mas tudo bem! Melhor mesmo são as cenas que aparecem durante os créditos.

• Os Muppets: o filme começa bem bobo, bem lentinho, mas depois vira um baita filmão. Muitas piadinhas ótimas, sobre eles mesmos, ou a ver com a história, ou com o filme em si. É impressionante como aqueles bonecos são simpáticos e se expressam muito mais que muito ator hollywoodiano (e nem estou falando daquela desgraça que protagoniza o Crepúsculo, haha). Outra coisa muito legal é ir reconhecendo as celebridades felizes que fazem participação no filme, muitos de séries de TV que eu já vi, alguns de pular da cadeira quando apareceram! Ah sim, e foi o terceiro filme com a Amy Adams que eu vi nessa temporada, essa mina é muito feliz meu!

• The Hangover 2: mesma linha de desenvolvimento do primeiro filme, inclusive com várias referências, só que com mais apelações nada necessárias (travecão aparecendo sem roupa? Pra quê!?). De repente, no final, todo mundo ficou muito conformado e feliz pro meu gosto. Não preciso dizer que achei o primeiro melhor, mas esse segundo não é de todo ruim, rende umas risadas.

• X-men first class: superou as minhas expectativas! A coisa de ser mutante e como encarar isso aparece com mais senso que nos filmes anteriores porque nenhum deles age como um super herói de histórias em quadrinhos. São pessoas mais normais e as relações entre elas e suas personalidades ficaram legais. O Magneto, mesmo não sendo o Ian McKellen, é foda. A participação relâmpago do Wolverine é sensacional. xD

Na verdade eu vi mais filmes que esses, mas eram repetecos. E ainda preciso assistir o curtinha novo que veio junto com o Kung fu Panda 2, hehe.

Scott Pilgrim vs. The World

Pela primeira vez estou escrevendo sobre um filme que vi e ainda não estreou nos cinemas brasileiros (e aliás, por que essa demora toda!?), logo este post será curto e deve terminar antes que eu deixe algum spoiler escapar, hehe.


O que posso dizer é que me diverti muito com o filme, mesmo não tendo simpatizado com o personagem principal. Sabe, faz muito sentido o cara ser um nerdão molenga, mas tem hora que aquela voizinha indecisa, os ombros caídos e a cara de ué cansam. Ainda bem que nas cenas de ação ele muda completamente e elas ficaram muito legais mesmo.

Com certeza o filme é mais recomendado à gamers ou então para aqueles que pelo menos em suas tenras infâncias tenham curtido um nintendinho ou atari da vida. Há muitas, mas muitas referências de jogos, desde a apresentação dos logos no começo do filme, passando por elementos gráficos e a trilha sonora. Também há trechos dos quadrinhos que aparecem como flash back.

Por causa dessa mistura de bits com mundo real, tudo é um exagerado. Lutas, efeitos, cores, reações. Achei tudo isso muito legal também. Ah sim, e por incrível que pareça, ainda há espaço para plot twists no roteiro! xD


Sai do cinema com muita vontade de comprar o jogo que saiu na PSN e na Live viu. Pena que eles erraram feio com a ausência do modo multiplayer online. >_<

E sim, eu já contei spoilers para os meus amigos, mwahahahaha! >=D

Toy Story 3

Depois de ter feito uma maratona de filmes para aproveitar uma promoção da Blockbuster Online e ter perdido parte da minha vida em um segundo emprego (mais detalhes em breve. É, eu sei, estou devendo posts demais por aqui), tive uma espécie de férias de cinema: ou não tinha tempo para ir ou não tinha energia mesmo, hehe. Nisso perdi vários filmes que queria ter visto e que provavelmente só terei a chance de colocar em dia com outra promoção.

Mas, na última sexta, eis que estreia Toy Story 3 e eu não poderia esperar mais que um fim de semana para conferir. Primeiro porque é filme da Pixar, só por isso eu já vou considerando que o filme é bom; segundo porque é Toy Story e terceiro porque com certeza na segunda feira já vai ter gente no trabalho que viu o filme e pode soltar algum spoiler.


Compramos os ingressos um pouco em cima da hora, mas para minha surpresa, a sessão estava longe de estar lotada, ainda mais porque era um sábado à tarde. Mais surpreendente ainda foi ausência de crianças (ou talvez houvesse alguma ou outra ali, mas que não se manifestou). Só depois que me lembrei que o primeiro Toy Story é de 1995, o segundo de 1999, então quem estava ali, logo depois da estreia do terceiro, já era grandinho o suficiente.

Isso também justifica o tom que o filme leva. Ele ainda tem muito dos filmes anteriores, dos brinquedos enfrentando o nosso mundo de obstáculos gigantes para voltar para casa, todo mundo desconfiando da palavra do Woody e o próprio quase sempre dando um jeito de resolver tudo.

Mas a mensagem que ele quer passar é outra, muito mais emocionante e conclusiva. E claro, em um detalhe e outro sempre tem aquele jeito que só a Pixar sabe de surpreender o público. Um deles me fez pular da cadeira quando vi, hauhua! E caso você já tenha visto o filme, aqui tem uma relação de easter eggs sensacionais.

Eu não resisto e preciso dar destaque a dois fatos: o modo como o ken e a barbie foram inseridos e desenvolvidos no filme, porque pessoalmente eu nunca pensaria que dois bonecos que foram criados com propósitos tão restritos pudessem ter uma releitura daquelas, e a participação do Gipsy Kings na trilha sonora, yay! \o/

Para não dizer que sou puxa-saca e não achei nada de ruim, não achei necessário aguentar os óculos que não encaixavam direito no meu rosto para ver o filme em 3D. Não reparei em nada muito signficativo com o efeito. Ah sim, e não precisam ficar vendo os créditos porque não há cenas extras depois deles.

Testando a Blockbuster Online

Véspera de carnaval, me aprontando para sair de casa, recebo um e-mail de propaganda feliz sobre a Blockbuster Online interessante o suficiente para que eu o lesse antes de deletá-lo: como tenho o cartão de crédito das Lojas Americanas, poderia testar o serviço por 30 dias, pegando 3 filmes por vez, de graça. Sabem, "de graça" é uma coisa que chama muito a minha atenção. Só não digo que tomaria até injeção na testa porque odeio agulhas.

Na hora entrei no link indicado e fiz meu cadastro. Prevendo que muita gente poderia pegar filmes bons por causa dos dias em casa no ócio (pelo menos quando existia loja física da Blockbuster era assim), fui correndo montar minha primeira lista e até que não me sai tão mal assim, considerando dois fatores para me apressar.

Sem dizer que tenho montes de filmes que todo mundo diz ser super legal, ou mesmo vitais. Se eu fizesse uma lista pública sobre eles com certeza aparecia maluquinho querendo me apedrejar, hehe. Somado a isso, ainda existe o agravante da minha conexão ser um lixinho e que me impede de baixar séries legais - e às vezes, mesmo que consiga, ainda tenho problemas para encontrar legendas legais e sincronizadas.

Como podem ver, tinha motivos de sobra para estar de olho nestes serviços de assinatura onde se paga um valor fixo para pegar vários filmes em um mês, pra ficar quantos dias quiser e com entrega a domicílio. Sorte a minha ter aparecido uma oportunidade como esta.

Ainda não terminei o período de teste, mas até o momento não tenho o que reclamar. O catálogo é bom; dependendo do horário do pedido, ele pode ser entregue até no mesmo dia e há também entregas aos domingos; site organizado; embalagem prática (ela vem lacrada e há uma fita dentro para que seja lacrada novamente para devolução).

Não posso dizer que continuarei a assinar, ou se assinarei por muito tempo, porque é um gasto mensal meio chatinho (o plano mais básico custa 34,90 para 2 filmes por vez / 4 trocas por mês). Pelo menos a curiosidade foi sanada, estou satisfeita com o teste e ainda coloquei vários filmes "em dia". \o/

Up!

A primeira coisa que conclui assim que o filme terminou foi: "meo, a Pixar não sabe mais errar!". Começou certo no trailer, legal mas e que não entregava o ouro do filme. Logo, você vai assisti-lo sem maiores expectativas, achando que é só uma história sobre um velhinho maluco que resolve viajar com a sua casa usando balões de gás e que sem querer leva um molequinho mala junto.


Mas não, claro que a história não é só isso. Como estava desarmada, quase chorei nos primeiros minutos do filme. Depois me diverti horrores. Nem mesmo as crianças pentelhas que choravam e falavam com o filme estragaram meu humor. Aqui o ritmo é mais equilibrado, com momentos mais sensíveis e outros de diversão pura e descompromissada, ou seja, segue a velha filosofia Disney de ser um filme para família toda, mas com muita qualidade!

Nem preciso dizer que o visual é bom demais, puxa. Tá certo que não tinha lá muitos momentos em que o 3D foi usado a valer, acho que não precisava pagar mais caro pra ver as nuvens mais próximas. O que me deixou fula mesmo é que no cinema que eu fui (Kinoplex Itaim) não passou o curta Partly Cloudy! É muito absurdo assistir um filme da Pixar sem um curta bacanudo antes!

E também, como sempre, a dublagem estava ótima. Quem diria que o Chico Anysio surpreenderia a essa altura do campeonato? A voz da menininha Elle também é demais.

Tá, não disse novidade alguma, mas precisava registrar o quanto adorei esse filme, que eu ainda quero assistir de novo, e de como eu precisava ver algo bom assim no cinema! Todo mundo tem que ver Up!, todo mundo mesmo. E eu quero o DVD!

Esquilo!

Dois filmes ruins em um fim de semana

Foram tão chatos que vou fazer um post só sobre eles. O primeiro foi no sábado, Inimigos Públicos. Claro que eu só fui assistir por causa do Johnny Depp e ele foi realmente a única coisa legal do filme, isso porque ele tava bonitão e não bizarro, hehehehe.

Eu deveria ter desconfiado que o filme era furada por se basear em uma história real. Nenhuma pessoa real tem uma vida interessante o suficiente pra fazer um filme de 2 horas e lalala ser legal de se assistir. Sem falar que pra durar esse tempo foi muita enrolação, sequências repetidas e cenas desnecessárias. E o Christian Bale estava mais sem sal do que nunca em um personagem beeeem nada.

Acho que a única coisa que salvou no filme foram algumas composições de cena bem feitas. Mas pra eu reparar nisso em um filme era porque ele tava muito chato. Inclusive cochilei em alguns momentos. Recomendo a todos que vejam apenas o trailer.



No domingo assisti Harry Potter e o Enigma do Príncipe por pressão dos amigos felizes. Bem que eu não queria gastar o meu dinheiro com isso. O roteiro ficou concentrado demais nos dramas romanticuzecos aborrescentes e de repente o filme ficou sério e sombrio.

As tentativas de acelerar o filme foram louváveis, mas enxugar o orçamento tirando as cenas de ação não foi uma boa ideia. Muita coisa ficou sem sentido mesmo pra quem não leu o livro, por questões lógicas mesmo.
Novamente, pra não dizer que não gostei de nada, os efeitinhos aquosos quando as imagens da penseira eram formadas eram muito estilosos e foram até usados nos créditos.

E isso tudo só me faz ter certeza que eu precisava muito de um Up ou Gake no ue no Ponyo esse mês nos cinemas, mimimi! xD

Transformers: a vinganca dos derrotados

(Ou Transformers 2, que é muito mais fácil e todo mundo entende hehe)

A princípio eu não queria ver esse filme no cinema porque sabia que seguiria a mesma fórmula de filme de menino do anterior: robôs gigantes e estilosos se batendo, quebrando tudo que tem por perto e uma mulé totosa. Mas numa tarde de domingo, já tava fora de casa, sem vontade de voltar pra não fazer nada... resolvi ir.

E não é que o filme é isso mesmo? Só que de um jeito bem mais exagerado e viajado. Mesmo com dor de cabeça (ninguém mandou ver filme legendado sem os óculos, fiquei forçando a vista pra ler as legendas e deu nisso) e vontade de ir ao banheiro, não teve como não reparar em um monte de coisa mal feita. Inclusive as cenas desnecessárias com a Megan Fox, mas sei que sobre isso muita gente vai discordar, haha.

Infelizmente a sequência perdeu aquele tom surpreendente dos robozôes do primeiro.
As lutas estavam bem animadas como sempre, mas as vezes era tanto metal se batendo que era difícil saber o que tava acontecendo, ou então quem era o vilão e quem era o mocinho. Talvez isso seja problema meu de interpretação visual mesmo, heh. Pelo menos Bumblebee estava legal como sempre e desta vez chutando mais bundas. =D

Tinha muita coisa acontecendo no filme, enrolaram muito em partes inúteis e no fim tudo terminou meio corrido, inventaram coisa demais pra ser resolvida. As ausências da lógica e as pedrinhas que foram descaradamente copiadas e coladas digitalmente também me incomodaram demais.
Só que quem vai no cinema pra se divertir com um filme como esse não precisa e não deve reparar nessas coisas! Até porque ainda tem boas piadas - mesmo entre as cenas mais tensas.

Monstros vs Alienígenas

Demorei um tempo para escrever este post pois precisava separar as impressões do filme das emoções por ter assistido um filme em 3D pela primeira vez. Devo ser boba demais pra ter tanta dificuldade nisso! Fiquei muito, mas muito vislumbrada com os efeitos que encareceram muuuuito o ingresso, é coidiloko mesmo. Infelizmente, além do preço, as criancinhas retardadas que gritavam toda vez que algo parecia sair da tela limitam muito a minha paciência a minha frequencia a este tipo de sala.


Na minha opinião totalmente pessoal e intransferível, o filme é legalzinho. Não é nenhuma obra prima da animação mas também não é um mero tapa buraco na programação cinematográfica infantil. Dá pra sacar que foi feito com carinho e com ideias muito boas - mesmo não tendo um roteiro genial.

Talvez a falta de sal esteja nos personagens. São divertidos, só que os achei um pouco esteriotipados. Sabe, a geleca tem ser super burra e o cientista meio maluco? No caso da protagonista, o melhor dela era a situação em que ela estava envolvida e não a personalidade dela em si. E sim, eu queria que tivessem mais monstros diferentes no filme e de tipos mais bizarros.
Realmente ninguém supera Monstros S/A nesse quesito, hohohoe!

O final foi bem xoxo, ao estilo "não sabemos como terminar então vamos encontrar uma desculpa esfarrapenta copiada de um filme da Pixar". Claro, no filme da Pixar o final fez sentido, mas em Monstros vs Alienígenas não. Mas por ser um filme da Dreamworks tá bom.

E só fiquei com vontade de ver a versão legendada porque o general é dublado pelo Jack Bauer e o Doutor Barata pelo House, heh.

Aviso importante: mantenha-se sentado no cinema por mais um tempinho porque tem uma cena depois da primeira parte dos créditos.


Offtopic: no cinema que eu fui, tinha uma fila absurdamente grande na sala em que o filme do curintia estava sendo exibido. Vai entender.

Aleatoriedades sobre a Overture 1812

Todos por aqui concordamos que Calvin e Haroldo é sensacional. Não tem como não se divertir e/ou se identificar com algumas histórias.
A tirinha abaixo pode ser lida no "Tem alguma coisa babando embaixo da cama" e representa exatamente (e bota exatamente nisso) o que eu pensei quando descobri a Overture 1812.

WOW! Canhões! *-*

Falando nisso, achei a sua versão na cena final de V de vingança simplesmente demais. Na época, quase levantei no cinema e bati palmas!
Se alguém ainda não viu esse filme, sinto muito, mas aí vai um baita spoiler. Ninguém mandou dormir tanto assim no ponto, hehehe.



PS: estou longe de ser uma apreciadora de música profissional. Estou mais pra uma entusiasta que viaja quando ouve uma outra sinfonia e, ainda assim, geralmente isso acontece só com aquelas mais "populares".

Quem quer ser um milionário?

(Eu! Eu! Dããã xD)

Acabei de sair de uma sessão de pré-estreia do filme satisfeita. Aliás, como existes sessões de pré-estreia pra esse filme aqui em São Paulo! 28 salas, inclusive na rede Cinemark feliz e em horários decentes. Tá certo que a estreia oficial já é nessa sexta, mas vai que tem mais gente que não tá afins de esperar também, heh.

A ideia central do filme não é lá algo muito criativo: um garoto indiano de origem beeem humilde que participa de um jogo de perguntas e respostas que vale dinheiro e se sai tão bem que começam a acreditar que ele esteja trapaceando (uffs!). O legal é como a história vai sendo contada, porque ele entrou nesse programa e como sabia da maioria das respostas.
As peculiaridades estéticas da narrativa são muito interessantes também - e eu escrevi essa frase bonitinha porque eu realmente acho isso mas não sei descrever mais.

Ouvi dizer que o filme se parece muito com Cidade de Deus. Não sei se é porque Cidade de Deus retrata a nossa realidade, mas eu discordo. Mesmo sendo a pobreza, que por vezes molda o caráter das pessoas, é a mesma em ambos. Sei lá, tive a impressão que Quem quer ser um milionário é mais leve e mais esperançoso também. A mensagem que fica no final é muito que "As pessoas são boas, elas só precisam de uma chance e vamos dançar \o\".

Para aqueles que não tem paciência e já querem sair correndo da sala assim que a cena final some do telão, vale a pena esperar pra ver o começo dos créditos!Danças indianas aleatórias ruleiam! /o/
(eu tinha colocado o vídeo que tinha no youtube aqui, mas é claro que ele não ficaria muito tempo disponível xP)

E a Yumi escreveu um post sobre esse filme também, vale dar uma olhadinha.

Bolt

Eu dizia para as pessoas que queria ver Bolt e sempre ouvia a mesma resposta: "Bolt? Da Disney? Ick!". Quando juntei dois malucos que estavam dispostos a assistir, não consegui; primeiro por problemas de horários e muvuca na bilheteria e depois por causa do preço do ingresso da sala 3D do Eldorado (20 reais! Quase o valor do DVD um tempo depois do lançamento).

Nesta quarta surgiu a oportunidade de finalmente ver o filme em um programa familiar feliz com os meus sobrinhos, em uma sala normal no shopping Villa Lobos. Aliás descobri que por lá existe um esquema de reserva de cadeiras numeradas! Uma mão na roda para aqueles que se importam com o ângulo e a distância do telão e que odeia ter que aparecer meia hora antes do início do filme pra conseguir um lugar decente. E pelo valor que eles nos cobram, deveria ter isso em todos os cinemas há muito tempo!


Apesar da sala cheia de crianças barulhentas, o filme superou as minhas expectativas. Ok, admito, no fundo eu também estava desacreditada com os filmes de animação da Disney, principalmente os de 3D e que não eram da Pixar. Poxa, e quem não estaria? xD

A história não é lá mui original, é praticamente um Show de Truman onde o cachorrinho acha que é realmente um super-herói, com superpoderes, uma garotinha para proteger e um vilão para derrotar. Pensando bem, não faz sentido armar todo esse esquema pro cachorro, e não para as pessoas, acreditar que aquilo é real. Talvez no filme faça sentido porque os animais possuem expressão facial.

Desenvolvimento, personagens secundários, visual e lalala tudo nos conformes. Além, claro, de mensagens encorajadoras e um final super feliz. Por ser Disney, é claro que eles poderiam ter feito coisa melhor, mas por ser Disney 3D, o filme tá ótimo!

E um detalhe que as pobres crianças não perceberam... os pombos!


Eles estavam em todas as partes, sempre se fazendo de bobos e até mesmo de vítimas. Mas para um bom observador, ficou bem claro a que ponto chegou a dominação deles, sempre a espreita de tudo e o quanto eles são manipuladores! E o pior, que eles mandam na indústria cinematográfica hollywoodiana!

Vocês entenderão melhor em um post que eu estou escrevendo sobre eles... isso se eu conseguir sobreviver para publicá-lo!

Aberturas psicóticas

A Smashing Magazine, sempre sensacional, fez uma seleção com 30 sequências de abertura de filmes legais pra dedéu - e que merecem ser conferidas, mesmo que os filmes de onde elas vieram não sejam tão bons quanto.
Foi só nessa que eu descobri a semelhança legal entre uma das sequências e a abertura de um seriado.

• American Psycho (não precisa ver os 4 minutos, aparece só bem no comecinho mesmo):



• Abertura de Dexter (que é genial):



Se alguém conhecer mais combinações audiovisuais desse gênero, me avisem! =D


Post relacionado:
• Animações em aberturas de filme

Queime depois de ler

Apesar de ter pago por uma entrada inteira em um fim de semana (o que significa que eu poderia ter comprado o dvd do filme daqui alguns meses) e, mesmo assim, ter tido problemas na projeção (provavelmente um problema na junção das películas, ou aquilo foi de propósito? xD); gostei muito do filme! Economicamente, preferia ter esperado pra ver em DVD, mas pelo menos não sai da sala de todo insatisfeita.

Muitos personagens simpáticos interpretados por atores legais, cada um com a sua excentricidade, que desenvolvem uma história homérica, sem pé nem cabeça. A frase propícia que regeu as reações do filme foi "pouca porcaria por nada", heh. E muita coisa que parecia mas não era.

"Intelligence is relative"



PS: Desta vez consegui captar um pouco mais do audio original e nunca vi um filme com tantos "fuck" e "shit" nos diálogos.

Obrigado por fumar

Este foi apenas um dos trocentos filmes que eu deveria ter visto antes, porém antes tarde do que nunca. Aliás, consegui assistir 3 filmes neste final de semana, como há muito tempo não fazia!

Não há muito para se falar dele, porque pode soar meio chato, mas não é. Outra recomendação é deixar de lado todos os pré-conceitos em relação ao fumo e entrar na onda do personagem principal: Nick Naylor. Até porque toda a história se passa em torno dele.

O cara é uma espécie de super porta voz da indústria do cigarro que possui o talento natural de nunca perder em uma discussão. A filosofia de vida do cara e os seus argumentos são geniais, um prato cheio pra quem gosta de personagens essencialmente... sacanas (pra não dizer fdps, heh).

A abertura do filme também merece uma atenção mais que especial.
Muito, muito bem feita:

Ensaio sobre a Cegueira

Acreditem se quiser, mas este foi um dos únicos livros que viraram filme que eu li antes de ver no cinema - e foi o único que eu li sem imaginar que um dia viraria filme! Foi há uns 8 ou 9 anos atrás (meu deus, como o tempo passa rápido o.O), sugerido pelo então professor de literatura porque o Saramago havia ganho o Nobel. E justamente por isso tenho a impressão que eu não o li até o final.

Se não fosse pelo incentivo do ingresso a dois reais, talvez eu não teria visto o filme. É que existem umas passagens muito fortes, um clima bem pesado mesmo, que não condiz com os motivos que me levam a ir ao cinema. Tanto que, escolhendo o lugar para me sentar, quis ficar mais longe da tela pra ela parecer menor - em uma tentativa super frustrada de não entrar na trama.
Vou tentar escrever o mínimo de spoilers neste post, mas já alerto que talvez eu não consiga me conter o suficiente, hehe.


Uma cegueira branca altamente contagiosa e incurável, que se espalha a uma velocidade absurda pela cidade, desencadeia diferentes reações nas pessoas (e logo na sociedade como um todo) e suas devidas conseqüências. A história é uma senhora reflexão sobre como a ausência deste sentido pode mudar tanta coisa, inclusive o caráter, os sentimentos e o mundo de alguém.
Até onde eu me lembre, tá tudo igualzinho do livro. Desde detalhes de como a epidemia começa até diálogos e descrições. Amaciaram um pouco certas cenas, mas elas não perderam o seu objetivo e nem a carga emotiva necessária.

Vale lembrar que o livro e/ou o filme não tem nada a ver com o que maluquinho da Federação Nacional dos Cegos disse; que o filme generalizou os cegos, que todos não prestam e não passam de um bando de violentos, perdidos e tarados. A questão do filme é como as pessoas que nunca foram cegas agem diante de um determinado contexto. E, como sabiamente disse Saramago, o cara não sacou a idéia porque não viu o filme (ráááá!).

Eu tinha um baita trauma de olhar pra cara da Julianne Moore desde que eu vi Os Esquecidos (quem viu sabe que o filme é ruim o suficiente para um trauma), e graças a deus ela não decepciona em Ensaio. Danny Glover (que eu demorei pra reconhecer), Alice Braga e principalmente Gael García Bernal (que eu já tinha me simpatizado em Diários de Motocicleta) estão ótimos também. O médico lá ficou meio apagado, mas acho que foi por causa do personagem.

O visual do filme é um show à parte, sempre remetendo à condição das personagens. Um jogo de imagens e efeitos muito interessante. Este quesito também foi muito bem desenvolvido no material de divulgação como o site e os pôsteres.

Para terminar esta seqüência de elogios, foi muito legal ver como cenário um lugar conhecido. E não poderiam ter escolhido lugar melhor para retratar a mudança que a cidade sofreu por causa da cegueira, hehehe.

IX Projeta Brasil Cinemark


Não é lá exatamente o melhoooor do cinema nacional por 2 reais, afinal no meio da lista está O guerreiro Didi e a ninja Lili e Os porralokinhas. Mas parece ter filme interessante, ou que pelo menos valha 2 reais! Como o preço do ingresso do cinema tá de matar (que saudades da carteirinha de estudante), vou ver se consigo aproveitar essa.

Ficou interessado? A programação pode ser conferida aqui.

The Dark Knight

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que eu nunca li um balão sequer de qualquer quadrinho do Batman. Sendo assim, encarei o filme como se ele não precisasse de mais nenhum outro suporte pra existir, sem nenhum ponto de referência para ser comparado.
Mesmo ignorando essas origens, tive a impressão que o filme é realmente completo e independente. É ótimo, sensacional, um primor. Muito além de uma mera adaptação ou de uma continuaçãozinha do Begins! Aliás achei muito melhor que o Begins (o que não significa pouca coisa, hehe)!

Não vou contar spoilers significativos neste post, mas se você (assim como eu) considera certas conclusões pessoais como um tipo spoiler, é melhor ir parando de ler por aqui. É que eu tenho essa neura de formar minha própria opinião sem outras influências porque às vezes afeta e muito nos meus achismos, heh.


As cenas de ação são fodásticas, muito bem planejadas e com ótimas sacadas. O ritmo do filme é pauleira, teve alguns momentos que bombavam informações visuais demais pro meu cérebro preguiçoso, hehe. Os atores estavam demais e, apesar de muita gente já ter falado isso, não custa repetir: o Coringa é foooooooooda! MUITO foda! Poatz, por que o cara fez a cagada de morrer hein?


Com personagens tão bons, não tinha como a história não ser também. Ela é simplesmente surpreendente e coerente. É demais perceber que não existe o herói totalmente bonzinho ou o vilão totalmente mauzinho. Muitos dos paradigmas dessa relação são questionados e quebrados (embora outros tenham sido mantidos porque afinal o saldo moral tem que ser positivo).
Se indignar com as decisões do Batman e entender as ações do Coringa. Genial!

Nem tudo são flores, alguns fatos foram beeem absurdos, mas de certa forma necessários para o desenvolvimento da história. Sem falar de uma retardada que saiu do cinema reclamando da ausência do Robin no filme, poatz... Este foi com certeza o pior momento da sessão, hahaha.


É legal quando você vai ver um filme sem expectativas e ele acaba se tornando uma grata surpresa. Mas é ainda mais legal ver um filme com muitas expectativas e sair com todas elas muito bem alimentadas. Toda a campanha de divulgação, o ARG sensacional que envolveu muitas ações bacanudas até aqui no Brasil, fizeram jus ao filme.

"You prefer a magic trick, instead?
Watch me make this pencil disappear."

Kung Fu Panda

Ir ao cinema duas semanas seguidas depois de um jejum de quase meio ano é praticamente um luxo. Se descuidar ainda vou na outra semana para ver o tão aguardado Dark Knight, mas isso vai depender do meu senso de muquiranisse.
O filme da vez foi Kung Fu Panda, que eu também estava esperando há meses e que pra piorar teve o lançamento pra lá de adiado aqui no Brasil - provavelmente por causa das férias da criançada feliz.

Aliás eu não esperava encontrar tantas crianças na sessão das 20:50 de sexta-feira. Pelo menos elas se comportaram relativamente bem, exceto uma que resolveu falar para a sua mãe que queria ir ao banheiro fazer número 2 bem em um daqueles momentos mais sérios do filme, quando tá todo mundo quietinho prestando atenção!
Foi um dos momentos mais engraçados.


Observações além-filme à parte, graças aos céus não me decepcionei de novo.
O roteiro não vai muito além do básico de uma história que tenha kung fu: mestres fodões, aprendizes, sonhadores, vingança e muita luta estilosa. Inovações nesse quesito eu só espero que venha da Pixar mesmo, hohoho! Mesmo assim não deixa de ser divertídissimo e muito bem feito. A animação está ótima e não sei se é porque eu sinto falta disso, mas a abertura e os créditos (que são feitos em 2D) são simplesmente fodásticos!


O final pode parecer um pouco forçado, mas concluimos uma coisa muito importante dele: FULL VIT ROX!!1!
Ah, e tem uma cena depois dos créditos, não que seja aqueeeela cena, mas tem.

PS: foi engraçado ver a voz do Ikki no Shifu. E eu queria muito ver a versão original com o Jack Black, Jackie Chan, Angelina Jolie e Lucy Liu, mas só quando sair em DVD.

Wall-e

Seguindo a tradição de boas surpresas by Pixar, só tenho uma coisa a dizer do filme: é ÓTIMO! Muito bom mesmo, muito bem feito e desenvolvido! Desta vez vou me conter e não vou falar muito sobre o filme para não estragar as surpresas porque tenho medo que qualquer detalhe possa estragar à magia. Nunca pensei que um personagem sujinho e que não fala pudesse ser tão carismático, haha!


Pra variar, o curta que aparece antes do filme é sensacional. Chama-se Presto e mostra o que um coelhinho fofinho e faminto pode causar em nome de uma cenoura.

Ah sim, não tem cenas extras depois dos créditos, mas os créditos em si são maravilhosos. Vale muito a pena ficar um tempinho a mais na sala para assisti-lo, até porque você evita de sair junto com um mar de gente que está doida pra ir ao banheiro.


Enfim, recomendadíssimo e já ocupa o terceiro lugar no meu ranking de filmes felizes em 3D! \o/

Enrolando os filmes

(que título zensacional pra este post hein? xD)


É assim que eu tenho deixado de assistir muito filme que todo mundo fala que é imperídvel. Já explquei por aqui minha greve de cinema, mas depois que sai em DVD não tem explicação melhor, é preguiça pura mesmo! Tenho alguns filmes aqui em DVD pra assistir e estou enrolando porque tô com preguiça de ir até a sala, colocar o DVD no aparelhinho, ligar a TV, dar play e ficar sentada no sofá assistindo!

Espero quebrar esse jejum em breve. Com certeza irei ao cinema ver Wall•E e Kung Fu Panda. Dependendo da situação acho que vou ver esse novo Indiana Jones também. E eu preciso acabar com a pilha de DVDs que se formou em cima da minha mesa (também)! /o\

Observações pertinentes: ficar muito tempo doente, inerte, com muitos pensamentos sendo desenvolvidos ao mesmo tempo e logo em seguida fazer uma senhora faxina no quarto não é nada saudável. É muita informação pra ser entendida, decidida e organizada!