Até gosto de resolver sudoku quando não tenho nada melhor pra fazer. Inclusive tenho um joguinho no DS pra isso - é bem mais prático, ele avisa quando você erra e dá pra rabiscar os chutes e apagar depois. É, eu sei, quem precisa disso é muito fraco. >_<
Mesmo depois de ter resolvido tantos, eu ainda sou absurdamente lerda pra sacar as coisas. O que me faz me sentir muito, mas muito, muito mesmo, burra.
E é por isso que me identifiquei tanto com o John na sequência de tirinhas do Garfield dessa semana. *sigh*
Aleatoriedades sobre a Overture 1812
Posted by Miyu at 03:05 Labels: Cinema, Pensamentos, QuadrinhosTodos por aqui concordamos que Calvin e Haroldo é sensacional. Não tem como não se divertir e/ou se identificar com algumas histórias.
A tirinha abaixo pode ser lida no "Tem alguma coisa babando embaixo da cama" e representa exatamente (e bota exatamente nisso) o que eu pensei quando descobri a Overture 1812.
WOW! Canhões! *-*Falando nisso, achei a sua versão na cena final de V de vingança simplesmente demais. Na época, quase levantei no cinema e bati palmas!
Se alguém ainda não viu esse filme, sinto muito, mas aí vai um baita spoiler. Ninguém mandou dormir tanto assim no ponto, hehehe.
PS: estou longe de ser uma apreciadora de música profissional. Estou mais pra uma entusiasta que viaja quando ouve uma outra sinfonia e, ainda assim, geralmente isso acontece só com aquelas mais "populares".
Não sei se isso é notícia manjada, se eu não sei googlar direito (sempre há essa possibilidade!), enfim, resolvi postar aqui um e-mail da Conrad que recebi hoje. Já faz um tempinho que eu ouvi rumores sobre uma possível falência da editora, mas na época não achei nenhuma notícia de fonte confiável.
Bem, taí o que houve:
Conrades,
Temos o prazer de anunciar que, a partir de agora, a Conrad faz parte do Grupo IBEP, do qual faz parte também a Companhia Editora Nacional, fundada por Monteiro Lobato em 1925.
Esse movimento é resultado da evolução da Conrad nestes anos todos. Crescemos e ocupamos espaços. Temos feito história. Mas para continuar crescendo percebemos que precisávamos de investimento externo. E é isso que temos agora.
As negociações que desembocaram neste grande momento foram complexas, demoradas e cheias de idas e vindas. Isso afetou bastante o ritmo de lançamentos da editora no ano passado. Mesmo assim, em meio a tudo isso, continuamos a emplacar nossos hits nas paradas de sucessos. Como a série de compilações de tiras de Calvin & Haroldo e livros como Che, Fun Home, Prontuário 666 e Chibata!. No mês passado, lançamos com bastante sucesso A Ditadura da Moda, o primeiro romance da jornalista Nina Lemos.
Agora que tudo está resolvido, a Conrad irá retomar seu ritmo tradicionalmente furioso de lançamentos. Já nos próximos dias lançaremos a continuação das séries Dragon Ball, Bambi, Nausicaä e O Sétimo Suspiro do Samurai. E também o clássico álbum Verão Índio, de Milo Manara e Hugo Pratt.
O primeiro objetivo é reforçar a identidade editorial da Conrad. A quase totalidade da equipe da editora permanece. Vocês clientes continuarão a falar com as mesmas pessoas com quem já falavam. Quero, no entanto, agradecer muito as pessoas que deixam a empresa, como minha amiga Solange Reis, gerente administrativa, e, especialmente, minha sócia Cristiane Monti, que fundou esta editora e forneceu a ela uma energia sem a qual nada disso teria sido possível.
Parabéns para todos
E, mais uma vez, obrigado
Rogério de Campos
Nunca leio os textos introdutórios de livros e muito menos de quadrinhos. Porém não tive como ignorar as palavras de Bill Watterson em "Os dez anos de Calvin e Haroldo" (obviamente depois de ler todas as tirinhas, hehe).
Também não tive como ignorar a opinião dele sobre o licenciamento dos seus personagens, mesmo tendo uma opinião completamente diferente a respeito. Em um mundo que gira totalmente dependente do lucro, é difícil encontrar pessoas mais apegadas aos seus ideais que ao dinheiro. Alguém que resiste à chance de ganhar milhões de dólares porque se preocupa com a sua criação e com a magia que ela criou.
Não adianta escrever o quanto admirei suas atitudes, vou transcrever logo o trecho aqui! 
"(...) Como a maioria das pessoas pergunta, o que há de errado em personagens de tiras aparecerem em calendários e canecas de café? Se as pessoas querem comprar o material, por que não dá-lo a elas?
Eu tenho vários problemas com licenciamento. Primeiro de tudo, eu acredito que o licenciamento normalmente desvaloriza a criação original. Quando os personagens de quadrinhos aparecem em produtos incontáveis, o público inevitavelmente fica cheio e irritado com eles, e o apelo e valor do trabalho original são diminuídos. Nada tira o gume de um cartoon novo e inteligente como saturar o mercado com ele.
Segundo, os produtos comerciais raramente respeitam como uma tira de quadrinhos funciona. Uma tira verborrágica, de vários quadros, com conversa extensa e personalidades desenvolvidas não se condensa em uma ilustração para caneca de café sem uma grande violação do espírito da tira. As sutilezas de uma tira multidimensional são sacrificadas pelas necessidades unidimensionais do produto. O mundo de uma tira de jornal deveria ser um local especial com a sua própria lógica e vida. Eu não quero que algum estúdio de animação dê voz de um ator a Haroldo e não quero alguma companhia de cartões usando Calvin para desejar um feliz aniversário às pessoas, e eu não quero que a questão da realidade de Haroldo seja decidida por um fabricante de bonecos. Quando tudo que é divertido e mágico é transformado em algo à venda, o mundo da tira é diminuído. Calvin e Haroldo foi projetado para ser uma tira e isso é tudo que eu quero que ela seja. É o único lugar onde tudo acontece do jeito que eu pretendo.
Terceiro, como uma questão prática, o licenciamento requer uma equipe de assistentes para fazer o trabalho. O cartunista deve se tornar um capataz de fábrica, delegando responsabilidades e supervisionando a produção de coisas que ele não cria. Alguns cartunistas não se importam com isso, mas eu entrei no mundo dos cartoons para desenhar cartoons, não para comandar um império corporativo. Eu me orgulho muito do fato de que escrevo cada palavra, desenho cada linha, colorizo cada tira de domingo, e pinto cada ilustração dos livros pessoalmente. Minha tira é uma operação de baixa tecnologia, de um homem só, e eu gosto dela desse jeito. Eu acredito que é a única maneira de preservar o artesanato e manter a tira pessoal. Apesar do que alguns cartunistas dizem, aprovar o trabalho de outra pessoa não é a mesma coisa que você mesmo fazer.
Além de tudo isso, porém, repousa um assunto mais profundo: a corrupção da integridade de uma tira. Todas as tiras devem entreter, mas algumas tiras têm um ponto de vista e um objetivo sério por trás das palavras. Quando o cartunista está tentando falar honestamente e seriamente sobre a vida, então eu acredito que ele tem uma responsabilidade de pensar além de satisfazer cada carpicho e desejo do mercado. Cartunistas que pensam que eles podem ser levados a sério como artistas enquanto usam os protagonistas para venderem cuecas estão se iludindo.
O mundo de uma tira é muito mais frágil do que a maioria das pessoas percebe ou quer admitir. Personagens verossímeis são difíceis de desenvolver e fáceis de destruir. Quando um cartunista licencia seus personagens, sua voz é coptada pelas preocupações financeiras de fabricantes de brinquedo, produtores de televisão e anunciantes. O trabalho do cartunista não é mais ser um pensador original; seu trabalho é manter seus personagens lucrativos. Os personagens se tornam 'celebridades', endossando companhia e produtos, evitando controvérsia, e dizendo o que quer quer alguém os pague para dizer. Nesse ponto, a tira não tem alma. Com a sua integridade desaparecida, uma tira perde seu significado mais profundo.
Minha tira é sobre realidades particulares, a magia da imaginação, e a característica especial de certas amizades. Quem iria acreditar na inocência de um garotinho e seu tigre se eles se aproveitassem da sua popularidade para venderem badulaques de que ninguém precisa a preço exagerado? Quem iria confiar na honestidade das observações da tira quando os personagens são contratados como anunciantes? Se eu fosse minar meus próprios personagens assim, eu teria tomado o raro privilégio de ser pago para exprimir minhas próprias idéias e desistido dele para ser um vendedor comum e um ilustrador contratado. eu teria traído minha própria criação. Eu não me presto para esse tipo de cartunismo. (...)"
Esperava por uma tirinha mais tchararans, mas uma data especial como essa precisa ser destacada por aqui, hehe!
PS: e o Eric completa VINTE E QUATRO aninhos hoje, huhuhu! /o/
Esta é uma das minhas séries de anime e mangá favoritas. A história das duas versões acabou ficando bem diferente depois de um certo tempo, mas ambas não deixam de ser ótimas! Tanto que mesmo com o corte master de custos que eu fiz, o mangá de FMA continua firme e forte nos meus gastos mensais.
O anime fecha muito bem a história em 51 episódios que não cansam a paciência de ninguém. Muito pelo contrário, ele deixa o espectador curioso pra dedéu e até o penúltimo episódio eu não tinha idéia de como a série ia terminar!
Os leitores desse blog já devem estar cansados de saber, mas não custa repetir.
Após tentarem ressuscitar a sua mãe através da alquimia, Edward e Alphonse Elric pagam um preço pra lá de caro por tentarem quebrar tal tabu: Aru perde o seu corpo inteiro e Edo uma perna e um braço (um deles foi levado em troca da alma de Aru, que fora fixado em um armadura).
No lugar dos membros perdidos, Edo ganha uma prótese metálica denominada automail, que futuramente seriam a justificativa do seu título como alquimista federal: Fullmetal Alchemist. As aventuras que são narradas a seguir se referem aos irmãos que querem reaver os seus corpos através da mesma alquimia e da troca equivalente que levou-os.
Reflexões, personagens interessantes, character design bem resolvido, lutas fodásticas, violência, reviravoltas, enfim... tudibom!
Recomendadíssimo pela cobaia, hoho!
(pra quem ainda não comprou, o número 30 de FMA está à venda, huhuhu \o/)
Não vou ser politicamente correta e nem paciente.
Fiquei pra lá de decepcionada com esse teaser! Que história é essa de usar a mesma música dos intocáveis e o mesmo estilo gráfico e narrativo de Sin City? Peloamordedeus, o Frank Miller não tem nada a ver com os quadrinhos originais, que crime! /o\
E espero MUITO que eu esteja errada!
A idéia até é boa, afinal de contas, Jon Arbuckle sempre aparece conversando com o seu gato Garfield, mas ele não sabe o que se passa na cabeça do gato - e teoricamente o bichano nem entenderia as palavras de seu dono. Ou seja, se fosse na real, ter um gato te ouvindo ou não daria a mesma.
“Quem poderia imaginar que, ao remover o Garfield das tirinhas do Garfield, o resultado seria uma tirinha ainda melhor sobre esquizofrenia, distúrbio bipolar, e o vazio desespero da vida moderna? Caros amigos, conheçam Jon Arbuckle. Vamos rir e aprender com ele numa profunda jornada à mente torturada de um ordinário jovem solitário, enquanto ele luta uma batalha perdida contra a solidão num quieto subúrbi Americano.”
Alguns acham que tirar Garfield de cena gera um resultado interessante, uma história sob outro foco e piadas com novo sentido. Para mim, elas ficam tão... normais. Sinto muita a falta do sarcasmo, da gula, do egoísmo, da preguiça, do comodismo, da presunção e de todas essas coisas legais que só o Garfield sabe expressar, hohoho!
Para ver mais desse absurdo, clique aqui.
(Fonte)
"Quadrinhos são arte. Só que mais engraçado."
Hehehe! Estas duas peças merecem destaque!
by Scary Ideas!
Eu realmente não estou bem! Ontem fui na Fest Comix e consegui gastar só 18 reais! Nem precisei pegar o cestinho para carregar as minhas compras. Os descontos até que estavam legais, mas eu estava com um espírito bem sovino mesmo. 
De qualquer maneira, adorei ter encontrado dois novos números de Fullmetal Alchemist (e ainda com desconto) e principalmente um número de Groo por 1 real!
Tá bem em cima da hora, mas pra quem quiser dar uma olhadinha, hoje é o último dia, hehe! A entrada é 10 reais, mas se você ainda tiver cara de 20 poucos anos, pode pagar meia sem ter que apresentar documento nenhum. Ah, e é lá no Centro de Eventos São Luís: Rua Luís Coelho, 323 (perto da Paulista, metrô Consolação).
Não adianta, por mais que tudo pareça estar bem, que seja feriado, que você esteja bem longe de onde mora ou trabalha, ou quem sabe até em outro planeta... se há algum dia em que tudo tende a dar errado, este dia com certeza será uma segunda-feira.
Assim como eu tenho uma cisma incurável pelo mês de agosto, eu tenho uma pior ainda sobre as segundas (nem preciso dizer o que eu penso sobre as segundas de agosto). Afinal de contas, o dia da semana que extermina o final de semana não é digno de confiança!
Garfield, um dos gatos mais sábios do mundo (e que foi referenciado no Shrek 2 pelo Gato de Botas justamente com a frase "I hate Mondays"), sempre nos fala com propriedade sobre as segundas-feiras:
Ontem fui no teatro. Pois é, de tempos em tempos acontece um milagre como esse! Que fique bem claro que eu só fui porque tinha indicação, era em um lugar perto da civilização e com entrada barata.
Sinto muito em dizer isso, mas não sou muito fã de teatro. Acho muito poético, a interpretação dos atores geralmente é fenomenal, mas o ritmo e o ângulo único me cansam muito. Ver muito desenho e cinema norte americano a vida toda tem o seu preço.
Enfim, fui assistir Graphic, da companhia Vigor Mortis. Pra variar, posso contar um ou outro spoiler durante este texto. Tá bom? Ok, não diga que eu não avisei! xD
A peça conta a história de três pessoas que de certa maneira são desenhistas e que tentam sobreviver na atual e triste realidade brasileira dos quadrinhos.
O primeiro é Arthur, um carinha muito tímido, com a auto estima nos quintos dos infernos e que trabalha como arte finalista de uma editora, só que no setor de manuais; Becca também trabalha nesta editora, mas na parte administrativa, tentando controlar o seu lado fanzineiro para se tornar uma típica "pessoa normal"; e por fim Raf, uma menina meio louca, espontânea e que faz estêncils para marcar a sua existência e expressar sua arte.
O roteiro tem umas sacadas legais. É bem fechado, todos os detalhes apresentados têm um porquê e relação com alguma coisa na trama, o que é algo bem louvável. Os atores são ótimos, os três estereótipos foram bem definidos e refletem pessoas possivelmente reais, mesmo com os exageros necessários. Gostei muito do cenário, bastante simples (um cubo e uma escada) mas pra lá de funcional.
Mesmo assim não sai da sala louvando a peça. Tenho aquele probleminha para me entusiasmar com o teatro, talvez eu esperasse mais dela. O ponto que mais me incomodou foi a morte forçada da Raf. Forçada no sentido de como ela ocorreu, pois concordo que ela foi cabível para a história. Talvez para compensar isso, a cena seguinte é sarcasticamente hilária.
Se você se interessou por Graphic, ela estará em cartaz no Centro Cultural da Vergueiro só até o dia 10 deste mês!
E concordo plenamente!
(Nota mental: deveria acompanhar mais essa comic!)
Uma paródia muito boa com a música "Part of your world" da Pequena Sereia (música e desenhos que eu particularmente adoro!). Vai fazer mais sentido se você já conhecer o Richard, personagem que protagoniza o vídeo, que faz parte da webcomic Looking for group.
Pra quem não entendeu muito a letra, ela pode ser encontrada no blog The Ramblings of Some Audio Guy.


