Este ano, as comemorações do Ano Novo Chinês foram antecipadas para o último fim de semana de janeiro por causa do estonteante carnaval. Eu nem sabia dessa e fui sem querer na Liberdade, hehe! Para quem perdeu, já aviso que não tinha nada que não teve nos anos anteriores. A Rua Galvão Bueno havia sido fechada novamente para a instalação de barraquinhas de comida e tranqueirinhas (além daquelas que sempre estão na praça todos os domingos), muita gente e atrações felizes no palco (que novamente não vi nenhuma, hehe).
Luminárias com o ratinho feliz foram espalhadas pelas ruas próximas. Aliás, muito marketeiro esse ratinho, tinha uma barraquinha só para ele que vendia camisetas, canecas, canetas entre outras tranqueiras.
No final apareceram uns bonecos infláveis felizes, que seriam os mascotes das próximas olimpíadas de Pequim. Até dava pra posar do lado deles pra tirar foto, mas tinha muita gente e estavam meio longe...
Os clássicos fogos de artíficio. Teve contagem regressiva, embora não fosse o Ano Novo propriamente dito e ainda assim estavam bem atrasados em relação à programação. Aliás, mentiram pra gente dizendo que seria atrás do palco: estouraram os fogos de novo atrás deste lindo prédio.
Uma luminária que estava em volta do "camarote", perto do palco. Essa foto ficou demais.
Agradecimentos ao Artur (de novo!), que sempre está com a sua câmera pronta - ao contrário de mim que tinha esquecido a minha em casa.
Apesar de ter oficialmente esse nome, eu sempre me refiro ao Mugui como o Lamen-ya, que significa "lugar que vende lamen" e é o termo genérico usado para esses estabelecimentos no Japão (que por sinal são mais numerosos, brotam em qualquer esquina e mesmo assim são divinos). Lá não vende só lamen, tem outras coisas boas como udon, yakisoba, teishoku, mas eu não consigo pedir outra coisa que não seja lamen - no máximo uns gyozas fritos de entrada, que também são muito bons.
Esta é entrada do lugar. Na verdade ele fica bem escondido na Liberdade, nem sei como a minha irmã conseguiu achar: em um prediozinho onde tem vários restaurantes e sem nenhuma placa. Até o toldo amarelo que eu usava como referência não tem mais.
Aliás, na frente fica o Sukiyaki House, que um dia também será devidamente elogiado neste blog.
O lugar não é muito grande, recomendo para grupos de no mááááximo 6 pessoas. Isso porque no meio do recinto tem este balcão onde as pessoas podem se sentar para comer, mas eu não acho lá muito confortável. Também não gosto do fato deles fecharem aos domingos e do horário de almoço terminar relativamente cedo. Fiquei muitas vezes só na vontade de comer lamen, mimimi!
TCHARAM! O lamen propriamente dito! Este da foto é um lamen da casa, servido em um generoso chawan (tigela). Dizer que isso aqui é um tipo de miojo é muita heresia.
10 reais por um prato seguramente gostoso, nutritivo e que dá conta até da minha fome.
Fichinha feliz:
• Endereço: Rua da Glória, 111 - 1º andar
• Telefone: 3106-8260
• Horário de funcionamento: de Segunda à Sábado das 11:30 às 14:30 no almoço e das 18:00 às 22:00 na janta
Agradecimentos ao Artur por ter cedido as fotos!
Uma faculdade britânica convidou seus alunos de pós graduação a projetarem e construirem um aparelho de tortura "funcional", baseado em princípios ergonômicos e original.
Claro que teve um monte de gente que foi contra, achou um absurdo e lalarilolo. Mas sei não, eu achei o projeto bem interessante. É como entender alguma coisa através da sua negação, afinal o oposto de alguma coisa que justifica a existência de ambos. Sempre gostei desse tipo de coisa!
Conclusão: isso era trabalho para designer, não para arquiteto! Mwahahaha! >=D
Fonte: BBC Brasil
Ontem fui no teatro. Pois é, de tempos em tempos acontece um milagre como esse! Que fique bem claro que eu só fui porque tinha indicação, era em um lugar perto da civilização e com entrada barata.
Sinto muito em dizer isso, mas não sou muito fã de teatro. Acho muito poético, a interpretação dos atores geralmente é fenomenal, mas o ritmo e o ângulo único me cansam muito. Ver muito desenho e cinema norte americano a vida toda tem o seu preço.
Enfim, fui assistir Graphic, da companhia Vigor Mortis. Pra variar, posso contar um ou outro spoiler durante este texto. Tá bom? Ok, não diga que eu não avisei! xD
A peça conta a história de três pessoas que de certa maneira são desenhistas e que tentam sobreviver na atual e triste realidade brasileira dos quadrinhos.
O primeiro é Arthur, um carinha muito tímido, com a auto estima nos quintos dos infernos e que trabalha como arte finalista de uma editora, só que no setor de manuais; Becca também trabalha nesta editora, mas na parte administrativa, tentando controlar o seu lado fanzineiro para se tornar uma típica "pessoa normal"; e por fim Raf, uma menina meio louca, espontânea e que faz estêncils para marcar a sua existência e expressar sua arte.
O roteiro tem umas sacadas legais. É bem fechado, todos os detalhes apresentados têm um porquê e relação com alguma coisa na trama, o que é algo bem louvável. Os atores são ótimos, os três estereótipos foram bem definidos e refletem pessoas possivelmente reais, mesmo com os exageros necessários. Gostei muito do cenário, bastante simples (um cubo e uma escada) mas pra lá de funcional.
Mesmo assim não sai da sala louvando a peça. Tenho aquele probleminha para me entusiasmar com o teatro, talvez eu esperasse mais dela. O ponto que mais me incomodou foi a morte forçada da Raf. Forçada no sentido de como ela ocorreu, pois concordo que ela foi cabível para a história. Talvez para compensar isso, a cena seguinte é sarcasticamente hilária.
Se você se interessou por Graphic, ela estará em cartaz no Centro Cultural da Vergueiro só até o dia 10 deste mês!
Nunca joguei nenhum Devil May Cry na vida, mas a música é do L'Arc~en~Ciel, huhuhu! \o/
Para ver um video com uma definição melhor, mas com player mais chato, é só visitar o Kotaku.
Nunca gostei de carnaval. Definitivamente não é a minha praia. Sem falar que é mais uma daquelas datas comemorativas que faz aflorar o pior da minha vizinhança! Nem preciso dizer que enquanto ajusto os últimos detalhes desta postagem, um infeliz já ligou o som do seu carro em um volume alto o suficiente para que a rua inteira saiba quão ridículo é o seu gosto musical.
Juntando o inútil ao desagradável, o tema da Vila Maria des ano foi justamente o Centenário da Imigração Japonesa. Se não bastasse algumas heresias obviamente cometidas, ainda tem os comentários sensacionais dos apresentadores que foram obrigados a trabalhar no carnaval e estão mais pra lá do que pra cá.
Eis algumas observações pertinentes que eu tenho a fazer sobre essa desgraça, até a parte que assisti:
- Pra começar, aquela animaçãozinha tosca que eles fazem pra anunciar o nome da escola. Grobo, não é possível que vocês não consigam fazer nada melhor! Não contentes, ainda passaram essa coisa mais de uma vez durante o desfile;
- "A escola fica em um bairro chamado Jardim Japão! Que legal, que coincidência! E não tem nenhum japonês por lá!". O comentário foi sofrível e ainda o repetiram mais duas vezes;
- Faixas com ideogramas, não tiveram nem a dignidade de colocá-los alinhados, estavam todos tortos, jogados a esmo. E a mesma coisa acontecia com as fantasias (é, tinha gente fantasiada de papiro...);
- Turin??? Tisuru??? ARGH! E ainda enfatizaram pra caramba o graaaaande trabalho de pesquisa que eles fizeram;
- A letra do samba é horrível, pra variar, e os caras ainda comentam que foi um dos melhores refrões do ano. Só resta rir imaginando como é que seriam os outros;
- Importaram tecidos do Japão pra fazer fantasias... que desperdício... as fantasias de cerimônia do chá (?) e do gato da sorte tavam bizarronas! O pessoal do carro da tecnologia pareciam aqueles figurantes felizes que apareciam nas aberturas antigas do Fantástico. Nem te conto da ala que deveria ser sobre mangá >__<;
- Essa palhaçada toda não teve apoio financeiro de nenhuma empresa japonesa. Por que será hein?
E pensar que um amigo meu estava no meio dessa bagaça!
EDIT: No Rio teve mais uma escola (Porto da Pedra) que prestou a mesma "homenagem". Show de horrores também viu. E os comentaristas da Globo capricharam ainda mais nas piadinhas sagazes, afinal o desfile foi mais cedo que de São Paulo. Graças a deus não vi a bagaça inteira.
Aliás, "cousplayers" foi foda! /o\
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