Retrospectiva 2011 feliz

Um clássico deste blog e que a cada ano vem sendo mais difícil de escrever porque eu não me lembro das coisas. É minha gente, a idade chega para todos.

Comprei uma TV de LCD. Para uso familiar. Mamãe ainda assistia as novelas em uma TV tubão de 29". Está é de 32", não é HD, mas nem preciso comentar sobre o ganho na qualidade de vida.

Consegui uma conexão de internet decente. Quem diria! Depois de anos e anos com o Speedy capenga, tenho uma conexão Ajato de 20 mb, uhul! De quebra ainda vieram 2 meses de assinatura de tv a cabo full (sim, eu sei que isso não vai dar em boa coisa). Quase não deu tempo de entrar no post deste ano! Minha linha telefônica ficou muda no processo, mas acho que valeu muito a pena, haha.

Senti muito frio. Frio que eu nunca tinha sentido antes, que vai até os ossos e não passa, além de tirar totalmente a minha vontade de viver. Descobri na hora errada que eu me dou melhor no calor, haha!

Visitei um segundo país estrangeiro. México! E ainda foi em grande estilo, em um resort maravilhoso, numa praia linda demais, com companhia e comida ótimas. Praticamente um pedacinho do céu.

• Fiz snorkeling pela primeira vez. Muito bonito! E descobri que sou fudida demais para andar de lancha no mar, passei muito mal >_<.

Passei por um Thanksgiving e um Black Friday. Ou seja, tive uma ceia de Natal a mais e antecipada e me fali de tanto comprar no dia seguinte, hehe.

Fila no friozin, o desconto tinha que ser muuuito bom
Meu namorado veio pra cá pela primeira vez como namorado. Foi tudibom e deu muita coisa certa. Tirando o fato que eu tive que dividi-lo com os amantes, grr.

Viajei de ônibus pela primeira vez. Não é lá aquele tipo de coisa que você deseja ou comemora, mas é uma experiência válida e necessária para uma pobre alma que não sabe dirigir. Foi legal descobrir que eu consigo viajar por aqui sem a ajuda da família e o que eu organizei deu certo! \o/

Inauguraram a linha 4 - amarela do metrô. Depois de muita enrolação, em horário normal e todos os dias da semana. Mais uma vitória para o pessoal que não tem carro, aeee! Também realizei meu sonho de fudido de chegar no metrô da Paulista em 20 minutos e alguém ainda me dar uma carona até a minha casa *-* (alegria de fudida hauehuae)

• Criei um novo blog só sobre comida. O que, olhando para trás e vendo o quanto que já comi, demorou muito para acontecer. Estou me divertindo muito escrevendo e tendo que visitar lugares novos, um sacrifício viu. Para fechar com chave de ouro, recebi um dinheirinho de patrocínio, coisa que nunca havia acontecido com nenhum blog antes! =D

Foi difícil escolher uma foto só para colocar aqui
• Entrei em uma cozinha e não foi para roubar comida. Não cheguei a cozinhar, mas ajudei, deu certo e nada explodiu, uhul! Ficou até gostoso! Se bem que isso é mérito do namorado, hehe.

Dirigi um pouquinho. Sei que não parece muito, mas eu não pegava um carro desde que tirei minha habilitação, que por sinal vai vencer daqui um mês. Realmente não sei dirigir, não presto e não gosto disso. Dirigi até um automático, o que ajuda em 60%, e ainda assim foi um desastre total. /o\

Isto não foi culpa minha!
Arranjei meu primeiro freelance. Na verdade arranjaram para mim, hehe. Foi muito legal, consegui administrar bem o tempo e deu tudo certo. Graninha a mais na conta faz um bem danado!

Comecei a me cuidar mais. Estou me defendendo dos males de passar o dia inteiro na frente do PC com colírios para lubrificar os olhos, regulagem da altura do monitor, alongamento e até programa que muda o brilho da tela conforme as horas do dia vão passando. Ok, ainda não faço com a regularidade certa, mas os resultados são imediatos. Também não consigo mais comer certas coisas sem culpa e até o limite. Novamente, deve ser a idade. Até tenho um plano de saúde!

Não vou fazer planos e promessas porque é o último ano mesmo ne? Nah, na verdade não acredito que vá acabar tudo tão fácil assim, a gente ainda tem que pagar por muita coisa ainda! Então boa passagem de ano para todos e comam se moderação, hehehe!

Rodada de filmes

Por vontade própria, não consigo arranjar muita motivação para ver um filme. É muito feio mesmo, tenho preguiça de pegar o dvd (ou bluray, que chique), colocar no aparelho e ficar parada vendo. Quando é pra ir no cinema então, minha nossa, precisa ser um filme que me chama muito a atenção. Sorte a minha que o namorado adora ver filmes e me arrasta para assistir junto. Logo, sempre que a gente se junta pras bandas dele, coloco um monte de filme que queria ver (ou não) em dia.

• Gato de botas: aventura solo do gato de botas do Shrek. Não é um filme ruim (embora o namorado tenha dormido no começo), tem piadas boas e mais uma vez mesclando contos de fada. Animaram os trejeitos dos gatos pra valer (e deve ter sido chato ficar tanto tempo observando gatos para chegar nisso, hehe). Meu maior problema mesmo foi a sequência previsível dos atos. Dá para esperar para ver em casa, seja lá qual for o método escolhido, hehehehe.

Encantada: história romântica e feliz sobre personagens de desenho animado de conto de fada a la Disney caindo no mundo real. A cena da princesa cantando na cidade e atraindo os animais típicos da região é demais - embora eu tenha morrido de nojo da quantidade de pombos, ratos e baratas que apareceram na tela, iiick. É engraçado como o contraste de uma personagem tão inocente no meio de uma cidade grande mostra como o pessoal anda amargurado com a vida.

• Julie e Julia: baseado em duas histórias reais: a de Julia Child, uma cozinheira americana fodástica que aprende na marra os nhenhenhes da cozinha francesa e de Julie Powell, que tem Julia como um modelo de perfeição e resolve manter um blog por um ano para descrever as 524 receitas do livro Mastering the art of French Cooking. É muito, muito bom, principalmente as comidas que aparecem, dá uma fome danada. Ainda quero um dia comer um bolo com a cara inteira, que nem o marido da Julie faz em uma das cenas, hehe.

• Horrible bosses (Quero matar meu chefe): afinal quem nunca quis matar aquele chefe lazarento para ter um pouco de paz no trabalho? Neste filme, são 3 chefes realmente terríveis e que realmente acabam com a vida de seus empregados. Filme engraçadíssimo, é muito legal o jeito como as coisas se resolvem.

• Wild Hogs (Motoqueiros selvagens - WTF??): 4 homens na crise da meia idade resolvem atravessar o país em suas motos possantes. Plot simples, piadas bobas, filme leve e legal de se assistir. Talvez tenha um pouco de excesso nas piadas homossexuais e chutes no saco, mas tudo bem! Melhor mesmo são as cenas que aparecem durante os créditos.

Os Muppets: o filme começa bem bobo, bem lentinho, mas depois vira um baita filmão. Muitas piadinhas ótimas, sobre eles mesmos, ou a ver com a história, ou com o filme em si. É impressionante como aqueles bonecos são simpáticos e se expressam muito mais que muito ator hollywoodiano (e nem estou falando daquela desgraça que protagoniza o Crepúsculo, haha). Outra coisa muito legal é ir reconhecendo as celebridades felizes que fazem participação no filme, muitos de séries de TV que eu já vi, alguns de pular da cadeira quando apareceram! Ah sim, e foi o terceiro filme com a Amy Adams que eu vi nessa temporada, essa mina é muito feliz meu!

The Hangover 2: mesma linha de desenvolvimento do primeiro filme, inclusive com várias referências, só que com mais apelações nada necessárias (travecão aparecendo sem roupa? Pra quê!?). De repente, no final, todo mundo ficou muito conformado e feliz pro meu gosto. Não preciso dizer que achei o primeiro melhor, mas esse segundo não é de todo ruim, rende umas risadas.

X-men first class: superou as minhas expectativas! A coisa de ser mutante e como encarar isso aparece com mais senso que nos filmes anteriores porque nenhum deles age como um super herói de histórias em quadrinhos. São pessoas mais normais e as relações entre elas e suas personalidades ficaram legais. O Magneto, mesmo não sendo o Ian McKellen, é foda. A participação relâmpago do Wolverine é sensacional. xD

Na verdade eu vi mais filmes que esses, mas eram repetecos. E ainda preciso assistir o curtinha novo que veio junto com o Kung fu Panda 2, hehe.

Removedor de cutícula Sally Hansen

Estreando (mais) um assunto aleatório no blog! E quando eu achava que nada mais poderia mudar por aqui hein? Sim, este post é um review de um produto de menininha e ninguém está me pagando nada para isso! Ok, pensando friamente e de um jeito bem viajado, isso aqui pode me ajudar a lucrar algo no futuro, mas não vem ao caso!

Caso você não faça as unhas, nem adianta continuar a ler, vai ser chato pacas, haha.

Há muito tempo atrás, eu tinha batido os olhos sem querer em uma matéria da seção de beleza de um portal de notícias sobre os benefícios dos removedores de cutícula. Cliquei para ler mais a respeito e lá dizia que esses produtos não só são bem práticos de usar como fazem bem para as unhas, já que tira somente a pele morta e mantém aquela que serve para protegê-las. Um desses produtos milagrosos era o removedor de cutícula da Sally Hansen. Nome complicado, deixei-o no limbo por um tempo.

De repente encuquei que queria experimentar um desses produtos porque estava com vontade de finalmente pintar as unhas (essas coisas acontecem comigo e sempre assusto as pessoas que estão próximas). Consegui um, depois demorei mais umas semanas para ter coragem de testar, lendo as instruções várias vezes com medo que meus dedos derretessem, e pra quê? Para ver que não tinha porque fazer tanto barulho, o processo de uso é pra lá de bobo!

A embalagem já vem com um biquinho (aliás muito cuidado para não confundir com um colírio), é só aplicar em volta das unhas e esperar 15 segundos para agir. Dizem as instruções que não pode deixar mais tempo que isso e mesmo em caso de calos não pode passar de 1 minuto - e por isso fiquei com medo de me multilar. Mas na verdade o que acontece se passar do tempo é a pele ressecar. E mesmo assim não é aquele ressecamento que vai transformar a sua pele em maracujá de gaveta; não é nada que um hidratante não resolva.

Resultado depois do uso
Funcionou melhor nas cutículas que eu havia empurrado antes e, para aquelas que curtem o visu trincheira, é possível tirar mais cutícula com o alicate porque a pele fica bem molinha. Ou seja, mesmo usando os métodos tradicionais, esse removedor facilita a vida. Não é o meu caso, até porque a minha cutícula é bem fina, só precisei empurrar de novo. É bom para mim também porque não corro o risco de ter os famosos bifes arrancados - a pele é tão fina que nenhuma manicure fez minha unha sem me fazer sangrar. xD

Recomendo muito e só não uso mais porque a vontade de pintar as unhas passou. Passou tanto que não as pintei depois deste teste, hehe.

Campos do Jordão

Cansei de ouvir que Campos do Jordão é lugar brega, wannabe cidade chique friorenta européia e lotada de gente fresca à toa. O fato é que eu e o namorado queríamos ir para lá para conhecer e descansar! Para ajudar, ele estava por aqui em baixa temporada, sem perder o frio característico do lugar, então nos planejamos há alguns meses atrás e fomos sem medo de engordar, digo, de ser feliz.

Como priorizamos o hotel e a comida, economizamos no meio de transporte. Fomos pra lá de ônibus, que sai do Terminal Rodoviário Tietê pela Pássaro Marrom. A viagem durou 3 horas cravadas, conforme o previsto, com uma parada em São José dos Campos. Engraçado que fomos um dia antes de proibirem a cobrança pelo uso do banheiro nas rodoviárias e voltamos no dia que as passagens tiveram reajuste, hehe. Agora são R$34,78 para cada pessoa, por cada trecho (ida ou volta).

A rodoviária de Campos do Jordão não é lá aquelas coisas, na verdade dá até medinho de andar ao redor dela, só que o mais assustador mesmo foi o estado das calçadas - isso quando tinha uma. Como era perto, andamos até a loja dos Chocolates Araucária e tinha um trecho que, ou a gente andava na rua onde passavam os carros, ou teríamos que encarar uma pontezinha improvisada from hell. Eu preferi correr o risco do atropelamento, hehe. 

Depois da visita à loja, voltamos para a rodoviária e pegamos um taxi para nos levar até o hotel porque não queríamos mais tanta aventura e a fome estava forte. A cidade não é grande, então chegamos no Canada Lodge rapidinho. Era uma pousada com decoração canadense intensa, o quarto era muito aconchegante e o staff muito simpático. O maior defeito deles era um mapa da região que estava errado e nos fez andar muito pra nada! Se não fosse o google maps do celular do namorado estaríamos andando por lá até agora.

Primeiro fomos no Krokodilo, mas não havia ninguém para nos atender mesmo tendo ligado antes perguntando se estavam funcionando. Nos perdemos (graças ao mapa errado do hotel que citei antes) e então chegamos ao centro de Capivari, onde tem as coisas que mais nos interessavam. No caso dele, a Baden Baden. Queria ver algumas lojas mas elas ja estavam fechando. Pelo menos deu pra ver pelas vitrines que as coisas não estavam tããão caras assim.

E eu quase peguei esse cachorro. Tinha vários, bonitinhos e abandonados =/
Saímos da Baden Baden e já fomos jantar em um restaurante próximo. Não poderíamos ser mais previsíveis: escolhemos uma sequência de fondue. Muito mais barato que em São Paulo e compensa mais que rodízio, afinal vem tanta coisa que você mal consegue dar conta, imagine então pedir mais! 

Como o intuito da viagem também era descansar, não ficamos até tarde na rua e voltamos para aproveitar o conforto do hotel. Piso aquecido no banheiro e aquecedor no quarto deixou o frio de 10ºC que fazia lá fora bem longe.

De manhã nos acabamos no brunch antes de fazer o check out. Tinha muita coisa boua e a cozinheira era muito simpática também. As panquecas eram feitas na hora e, segundo ela, a cobertura de maple era caseira. A gente também viu ela passando a receita das panquecas para um casal que estava ao lado, haha.  

Resolvemos ir andando até a rodoviária e descobrimos um corta caminho meio alternativo, mas válido. Tudo é realmente muito perto se a gente não se perde, hehe. A volta também foi tranquila e demoramos as mesmas 3 horas. Pena que na ocasião a linha amarela ainda não funcionava até a Luz em período integral, senão as coisas teriam sido muito mais fáceis. 

A gente ficou uma noite achando que não veríamos muita coisa, já que não estávamos afim de fazer trilha, andar de teleférico e essas coisas que envolvam se mexer mais. No fim descobrimos mais coisas legais  e queremos voltar! Realmente não faz sentido algum ir para lá em alta temporada, aquilo cheio de gente tira muito do charme e do sossego que deveriam ser apreciados. 

Fliperama de Rock Band

Já tinha visto um de Guitar Hero há muito, muito tempo atrás, mas de Rock Band (e ainda por cima o 3) pra mim é novidade. Ainda mais porque fazia algumas eras que eu não pisava no Shopping D.


É um xbox 360 escondido na caruda e partiu meu coração ver o estado da bateria. Tá certo que eu não sou das pessoas mais gentis jogando, mas todos os pads deste já tinham sido trocados (e ainda por cima por imitações xexelentas) e o pedal estava todo destruído, ARGH!
Sei que não dá pra esperar cuidado do público (afinal, não é meu mesmo, que se lasque ne?), mas dói o coração e eu sou sensível.

AAAAAARGH!!!

F.lux

Nunca liguei muito pro quanto meus olhos (e eu mesma) podem ser danificados pela luz constante do monitor. Mesmo depois de ter ido ao oftalmo, levado uma bronca e recebido uma receita de colírio para uso constante hehe.

Ainda bem que tenho um namorado zeloso que encontrou e me deu muita bronca (porque eu estava com preguiça =D) para instalar um programa chamado F.lux, que regula o brilho e as cores do monitor dependendo do horário do dia.
Essa mudança é feita gradualmente, nem dá pra perceber. Na verdade só dá pra perceber a diferença quando é de noite, você desliga o programa e vê o clarão. >_<

A diferença crucial foi no sono. Para quem ficava no PC até as 3 da manhã, pareço uma velhinha que já está caindo de sono antes das 1.

Recomendo muito: http://stereopsis.com/flux

PS: não recebi um centavinho por este post, é tudo verdade e propaganda gratuita mesmo xD


Animamundi - Pixar 25 anos

Nunca fui no Animamundi com grandes expectativas e brilho nos olhos. Na verdade eu sempre ia porque alguém ia arriscar uma sessão (acho isso muito tenso e arriscado, infelizmente ainda há chance de ver muita coisa ruim) ou por "obrigação" profissional. Este ano fui porque queria assistir uma sessão que tinha certeza que seria boa: Pixar 25 anos.

Ok, eu tinha essa certeza porque tinha já tinha assistido 80% dos curtas, mas queria muito assistir os inéditos: Hawaiian Vacation e La Luna.
O primeiro relata as férias da Barbie e do Ken no "Hawaii". É surpeendente como aconteceu tanta história em pouco tempo, ritmo rápido, bem marcado e explicado. Apesar da velocidade não dá pra se perder, era risada atrás de outra. Detalhes legais que sempre causam nostalgiazinha feliz quando se trata do universo Toy Story. Muito bacana.


Já o segundo, minha nossa, que curta. Aqui o ritmo era mais lento, sem pressa para mostrar o que realmente estava acontecendo. Não vou dar spoiler, mas é um curta com aquele espírito de filme da Pixar que agrada todo mundo e faz você sair flutuando da sala de projeção.

Foi legal rever, relembrar e perceber a evolução da animação de curta para curta. Valeu o ingresso! (mas se eu soubesse que o evento este ano estava mais morno, com menos gente e ainda tinha ingresso para essa sessão que eu fui, não teria pago os 2 reais de taxa para comprar antecipadamente pelo site hauehuhae!)