Probleminha (resolvido) com a Pet Love

Já havia feito algumas compras na Pet Love e nunca tive problemas, até semana passada! Justamente quando eu precisava muito de vários Frontlines para aplicar nos meus cachorrinhos (um deles desenvolveu alergia à pulga e estava cheia de machucadinhos) e eles estavam com uma promoção a la pague 3 leve 2.

Dois dias depois que fiz a compra (o que pelo menos foi bem rápido), eles me entregaram uma caixa enorme. A gente sabia que não era aquele o pedido, mas o cara que entregou não quis saber, a etiqueta estava com meu nome e endereço e aquela pica não era dele. Ela já estava meio arrebentada, com muita fita da Ricardo Eletro (?) e percebemos que era um pacote de ração de 20 kg! Um pouco diferente de 4 embalagens de frontline, haha.


O atendimento telefônico era até as 18 horas e mandei um e-mail à noite para tentar adiantar um pouco a reclamação (depoisdescobri que ignoraram completamente este e-mail, haha). No dia seguinte liguei e... era feriado municipal seja lá onde era a sede da loja. No outro dia liguei, disquei o número do ramal de reclamações e fiquei na musiquinha para sempre. Liguei de novo, em outro ramal e fui atendida depois de uns 2 minutos. Trataram-me bem, a moça ficou chocada com o meu caso e mandou um e-mail com protocolo de confirmação da reclamação.

À partir deste momento, ainda bem, a Pet Love foi super atenciosa, desenvolveu uma boa comunicação por e-mail e sempre confirmava cada passo por este meio. Ligaram-me duas vezes para pedir fotos da caixa que recebi porque queriam investigar o que havia acontecido. No começo achei ruim porque queria logo o meu pedido e não queria saber de quem era a culpa, também achei que isso era conversa para me enrolarem *revolta mode on*, hehehe.

Ainda bem que em poucas horas eles descobriram que foi falha na transportadora, que trocou (não sei porque caralhos) as etiquetas, que demorou mas localizou meu pedido e que iria retirar a caixa que veio errada (e neste momento fico com pena da pessoa em Santa Catarina que pediu um pacotão de Premiere para raças pequenas, que vai chegar em migalhas lá). Como disse que precisava dos frontlines urgente, me mandaram um novo pedido com mimos para ser entregue no dia seguinte. Tá certo que eram amostras de ração meio inúteis (que foram doadas para uma ong) e um cupom de 5% de desconto, mesmo assim já fico contente com a consideração.

Ração de gato, muito útil
A caixa original só chegou aqui um dia depois e só a recusamos. O entregador da região, da transportadora que fez a cagada, foi o mesmo em todas as etapas e era um tanto quanto assustador. Apesar de não ter mágoas com a loja, vou dar um tempinho para comprar algo de novo na esperança que esse cara tenha sido remanejado ou encontrado algum emprego melhor! xD

Lilac nails

Uma das poucas coisas de menina que eu curto muito fazer são as unhas em uma boa manicure. Bem, eu faria sozinha em casa se eu tivesse um mínimo de coordenação com a mão esquerda, o suficiente para não parecer que eu passei pomada ao invés de esmalte. Nos últimos anos esta preferência estava um pouco anulada porque eu queria economizar uns trocados e não tinha muito motivo para fazê-las já que eu não trabalho em lugares que exijam que eu me cuide (isso existe e é muito bom xD).
E por que eu voltei a fazê-las? Um belo dia achei uma desculpa e redescobri o prazer de ter as unhas pintadas com cores bonitas. Preciso parar com isso um pouco de novo, hehe.

Por isso, semana passada, eu PRECISAVA fazer as unhas, tinha um compromisso à tarde no Itaim, havia lido uma matéria sobre lugares fru-frus especializados em manicure e tudo isso calhou em um horário no sábado na Lilac Nails.
Achei que estaria cheio por se tratar do começo do fim de semana e estava bem enganada. Depois descobri com a manicure (que era muito simpática por sinal) que lá enche mesmo nos dias úteis pelo número de escritórios na região. Ufa!


Enquanto não era atendida, fui indicada a escolher o esmalte de minha preferência. As opções eram muitas, principalmente para pessoas normais. Tive que ir (puxa que coisa) no armarinho dos importados por se tratar dos hipoalergênicos com as cores mais legais. Também pude optar por usar uma base do mesmo gênero. Um detalhezico legal é que enquanto as funcionárias não tem o que fazer, elas ficam no andar de cima. Assim você não vê ninguém fofocando, o que geralmente acontece muito nesses recintos. >=)


Por falar em ambiente, a palavra que o descreve é FOFO. É tudo fofo, bonitinho, feliz. As maletinhas das manicures são iguais e de xadrez rosa. Móveis claros, cores femininas. E ainda tinha WiFi pra galera!


Sobre os termos mais práticos, os alicates estavam em pacotinhos fechados; as lixas e os palitos eram pequenos e descartáveis; as manicures usavam luvas descartáveis; usam cremes e água para amolecer as cutículas e não utilizam paninhos nojentos. Ah, e o custo benefício é ótimo: R$22 por manicure tradicional e + R$3 por utilizar esmalte importado.


Tanto a moça que me atendeu quanto a que atendeu minha sobrinha foram ótimas. Legais, rápidas, competentes. Nossas unhas ficaram lindas e a gente ficou super feliz com o resultado. Também ganhamos cappuccinos enquanto esperávamos um pouco e, para surpresa geral, estavam ótimos! Tinham mais chocolate e menos canela na proporção, do jeito que eu amo.


Para não dizer que foi tudo perfeito, infelizmente o meu esmalte não durou quase nada. Mesmo tendo passado um extra brilho por cima e limpado as beiradinhas, as pontas começaram a descascar dramaticamente no dia seguinte. No terceiro dia metade de algumas unhas já estavam à mostra. Depois disso alguns dedos inteiros já estavam nus e eu ainda estou insistindo em deixar o que restou porque a cor é linda, mas sei que não poderei manter assim por muito tempo. =(


Não sei onde estaria o erro e mesmo assim ainda quero voltar a fazer minhas unhas na Lilac porque a experiência no geral foi boa demais. ^^

Ônibus, corredores e a pior coisa que aconteceu em 2013

Se eu tivesse um vlog agora estaria gritando e xingando muito em frente a uma câmera! Como isso seria muito, estou aqui humildemente escrevendo neste blog véio, hehe.

O meu maior motivo de indignação foi o corte sem escrúpulos e o mínimo de pesquisa da linha 577T Vila Gomes - Jd. Miriam. Você, que mora em São Paulo, já deve ter visto esta belezinha azul circular pela cidade porque ela passava por várias avenidas e lugares-chave como a Av. Vital Brasil, Av. Rebouças, Av. Paulista, Hospital São Paulo, etc. Eu usava essa linha desde que comecei a andar de ônibus nesta vida maledeta, simplesmente porque ela servia para todo lugar que eu fosse. E isso era realidade para muita gente.

Dae, algum espertalhão (ou vários) resolveu que, para parecer que estavam preocupados com o transporte público depois das manifestações de junho, precisava fazer algo aleatório. E o que fizeram? Criaram uma renca de corredores de ônibus (muito fácil, pouco custo) e saíram cortando linhas por aí. De uma hora pra outra, sem um mínimo de pesquisa, sem perguntar se alguém tinha curtido. Assim os ônibus que restaram andariam muito mais rápido, gerariam números para mostrar na campanha da próxima eleição.

No meio disso, o 577T virou Jd. Miriam - Ana Rosa (ou seja, pessoal que mora nessa ponta não teria mais acesso às principais avenidas) e pra Vila Gomes jogaram o 8018 que vai até a... Vila Sonia. Sério? Quem diabos mora em um bairro da zona oeste e vai para outro bairro ainda mais pra dentro da zona oeste? O único ponto útil que essa linha passa é o metrô!

As alternativas que o pessoal é obrigado a pegar são sensacionais: 

• A pessoa pode descer (ou andar, porque é mais fácil) na Av. Corifeu de Azevedo Marques e esperar o único ônibus que restou (715M) que vai para a Av. Paulista (e que está explodindo de gente quando passa, obviamente)

• Gastar mais e pegar o metrô, que quando chega na estação Paulista está tão cheio de gente que nem anda

• Ir até a Av. Prof. Francisco Morato e trocar para algum ônibus que já chega com gente saindo pelas janelas. O que eles sugerem como substituição quando você manda uma reclamação no site da Sp Trans demora tanto para passar que nunca vi desde que a linha foi cancelada e eu tentei ir por esse caminho

• Ir até a Raposo Tavares, arriscar um pouquinho a vida e tentar entrar em algum ônibus que já veio cheio lá das bandas do Jd. João XXIII

Em todas as alternativas a pessoa andará mais, perderá muito mais tempo (porque o segundo ou terceiro ônibus vai demorar, vai vir cheio e talvez tenha que se esperar o próximo) e não vai ter o mínimo de dignidade. Se já é difícil para quem ainda é jovem, calcule o dano nos nhenhentos velhinhos que moram no conjunto do BNH que precisam ir pra algum dos 5 hospitais que faziam parte do itinerário do saudoso 577T.

Só para fechar com chave de coco, o 8018 só tem 4 ônibus circulando durante o dia, todos velhos, que volta e meia estão com problemas. Não passa no ponto do metrô no caminho de volta, demora no mínimo 20 minutos entre um e outro e sempre atrasa. Hoje mesmo foram 35 minutos. Como podem fazer isso em um itinerário que dura meia hora?

E ainda tem aqueles pontos bonitos e inúteis que trocaram faz pouco tempo, com menos lugares para sentar e com um teto que não protege de nada. Ow gastança!

Tem abaixo assinado entregue no ministério público, reuniões e agora uma manifestação marcada para sexta-feira. Já vi matérias em vários veículos falando especificamente do corte desta linha. Espero muito que algo seja feito de verdade, senão acho que vou dar razão a esse pessoal que taca fogo em ônibus.

Caçando Herings

Que título inusitado não é mesmo?
Tudo começou quando estava a procura de presente de amigo secreto da família e não encontrava nada legal pra a minha irmã que estivesse próximo do valor limite que a gente tinha estipulado. Finalmente encontrei um shortinho branco lindo na Hering e comprei, mesmo gastando um pouquinho a mais.

O problema começou quando o short não serviu nela (a numeração deles é grande, descobri que eu que sou eu uso 40! Uhul!) e ela deixou para trocar só depois do ano novo. Passamos em umas 4 ou 5 lojas e nada do short, e nem nada parecido com ele. Para complicar, a Hering é toda franqueada e uma loja não tem comunicação ou informação de estoque da outra. Um vendedor nos deu um número 0800 que seria o atendimento central que poderia localizar o mardito short em alguma loja.

Foi um auê danado para conseguirmos que a ligação fosse atendida por alguém que quisesse trabalhar - e mesmo assim acho que a pessoa só estava meio-afim. Disseram que havia no Shopping JK, no Higienópolis e no Butantã (que a gente já tinha ido e já sabíamos que não tinha, veja que organização!). Ligamos nas duas primeiras, Higienópolis só tinha no tamanho maior e JK tinha só uma que já estava reservada.

A essa altura a gente já tinha desistido, minha mãe já estava até vendo o que ia costurar para fazer servir na marra... quando resolvemos passar por um outro motivo no Shopping Jardim Sul. E tinha um Hering Store. E tinha o lazarento do short no tamanho certo e em uma cor melhor ainda! Só que a gente estava sem o que eu tinha comprado para fazer a troca! Aeeee x_x

Infelizmente fomos atendidos por uma mulé muito grossa que já não queria reservar a peça pra gente, mesmo sem saber quando iríamos voltar. Quando dissemos que seria no mesmo dia, a santa nos fez o favor. Voltamos para casa, pegamos a sacolinha e voltamos. Não só conseguimos trocar como ainda ganhamos (quer dizer, minha irmã ganhou) uma peça a mais porque o short agora estava em promoção e o que contava era o valor total da compra original, ooooh!

Depois disso eu viciei um pouco em Hering. Acho muita roupicha legal e ainda estou atrás de mais um shortinho para aguentar esse verão infernal sem fim. Só não confio mais nessa central deles e fico de olho nas promoções. xD

As coisas que aconteceram em 2013

É, eu sei, atualizar este blog foi uma lástima.Olha só, pelo menos o post clássico de final de ano que serve só para eu lembrar o que aconteceu e que ninguém mais teria interesse está indo pro ar!

Noivei!com certeza, foi O fato do ano. Quem diria que eu noivaria com tudo que tem direito? ^^

My preciousssssss

• Voltei a ser PJ: porque definitivamente não sirvo para ter horário fixo, indo para um mesmo lugar todo dia, ganhando menos e tendo um naco do salário descontado em troca de uma falsa estabilidade :P

• Freelei como nunca: ok, não naquele nível absurdo de viver às custas de café na veia, mas o suficiente para tirar uma graninha bacana (um abraço,Patati! xDDD)

• Ganhei uma quase sobrinha: só falta oficializar no papel, mas para a Isabella eu já sou a "tia mais nova do lado do pai". Agora só falta ela ir com a minha cara e franzir menos a testa quando me vê! xD

• Meu sobrinho se mudou para minha casa: mais um morando aqui, desta vez por causa da faculdade. E o ninho crescendo, aeaeae xD

• Conheci Seattle: uma cidade que seria perfeita se não fosse o frio polar que faz durante quase o ano todo. E ainda sim quero muito morar lá *-* (ayeh, devia ter feito um post sobre lá mas esqueci :D)

Pike Place Market, quisaudadi!

• Comi lagosta pela primeira vez: e é booom demais. Também aprendi a limpar camarão na véspera do ano novo. Ick.

• Estou sem nenhum maldito dente do siso :</b> arranquei os 3 que ainda tinha e estava enrolando horrores. Bem, não à toa, foi horrível e não desejo isso para ninguém. Exceto para aqueles motoqueiros lazarentos que passam correndo com os escapamentos barulhentos >:D

• E mais fatos sobre dentes: que não tem nada a ver comigo mas foram importantes! Minha mãe colocou implantes (o que abalou um pouquito minhas economias) e mandei meus cachorros para limparem os dentes (que estavam cheios de tártaro, coitados. E tive mais um prejuízo de novo xD)

• Consertei a minha cachorrinha mais torta: além dos dentes, também descobri que ela tinha falta de produção de lágrimas (e terá que usar um colírio super caro a vida toda para não ficar cega), problemas no joelho, artrose na bacia e por causa disso ela teve que emagrecer radicalmente e tomar remédios. Agora ela parece estar bem, mas o preju...


• Fiz uma super limpeza no meu quarto: joguei muitos sacos gigantes de lixo de muita coisa que não fazia diferença guardar. Impressionante a capacidade do ser humano de acumular coisas, hehehehe

• Fiquei mais menininha: comprei roupinhas melhores, algumas maquiagens, sapatos que acabam com os meus pés, ganhei uma bolsa apresentável e estou pensando em comprar mais acessórios. É muito difícil parecer uma dama, hauhuahua

• Estou conhecendo mais o Budismo: e quem sabe no que isso vai dar? Ainda estou um pouco confusa e mesmo assim estou gostando do que estou aprendendo. Infelizmente sou meio burra demais para essa religião, haha

• Ajudei ONGs de animais: bem pouquinho, espero ajudar um pouco mais no próximo ano (opa, olha eu aqui já fazendo uma promessa de ano novo!)

Ow vontade de trazer tudo pra casa =/
Apesar de todo mundo ter dito, no geral, que esse ano não foi fácil, eu achei muito bom. Ano que vem promete ter muita aventura, mais coisa nova para listar e espero que dê tudo certo! E que a minha cachorrinha pare de inventar doença, hehe.

A arte e o egoísmo

"Nós artistas somos egoístas, vivemos numa bolha. Amamos tanto o que fazemos que acabamos excluindo todo o resto ao nosso redor...."
Gene Colan

Li esses dias essa frase no mural de um amigo no Facebook e lembrei que só tinha me ligado disso enquanto explicava para a sobrinha mais ou menos como funcionava as coisas na minha área.

Ao contrário de muitas profissões que (teoricamente) visam ajudar o próximo ou que contribuem para o bem estar ou evolução das pessoas, o pessoal que trabalha com arte pensa apenas na evolução e satisfação próprios. Podem dizer que observam o mundo, que inspiram os outros, que desperta sentimentos escondidos em alguns. Mas tudo isso não passa de consequência de um trabalho puramente egoísta. O artista não pensou que causaria isso e sim que estava fazendo um bom trabalho para mostrar aos outros, para se orgulhar.

É meio estranho dizer isso de uma profissão tão sensível, só que é assim que funciona: você estuda, treina, corre atrás porque quer ser melhor segundo os seus parâmetros. Se fosse para entreter os outros, não precisaria de tanto, é só ver alguns sucessos da criançada como a Galinha Pintadinha - que francamente, também não foi feita só para entreter, com certeza é caso pensado para lucrar horrores com vendas de produtos e shows. Nos lugares que trabalhei, nunca ouvi alguém dizer que estava fazendo aquilo com tanto esmero porque faria crianças felizes e sim porque estava se desenvolvendo muito mais fazendo tal tarefa. O roteiro tá ruim?Tudo bem, o que importa é fazer a minha parte e deixar tudo bonito.

Aliás, muito pelo contrário, ninguém curte fazer projeto dos outros. Trabalha ali porque precisa e porque pode aprender mais, se pudesse viveria de curtas de autoria própria.

Design às vezes cai no mesmo problema. Todo mundo quer aplicar o que viu nos livros, nos cases, na faculdade. Não interessa o que o cliente quer, afinal o que ele sabe? Sei que tem muito e muito cliente cretino que não sabe e não aceita nada, mas o que é que passa na cabeça do profissional? Que ele quer empurrar aquilo que ele sabe, o que ele acha melhor. A consequência é ajudar na comunicação visual. Bons designers são aqueles que pensam primeiro na necessidade, meio raro encontrar isso por aí.

Não é à toa que o maior problema em relacionamento interpessoal das agências e estúdios é o ego.

O negócio é tão centrado no umbigo que o cara entra de cabeça e não sossega nunca. Nunca tá satisfeito, sempre acha que pode melhorar. Acho que isso tem os dois lados, não acho que seja ruim se aprimorar, mas acho ruim que isso seja um objetivo único. Vejo muito nego bitolado nisso e esquecendo de coisas básicas como ter uma vida. Quando sai da bolha, só sabe falar da sua arte, se esquece dos interesses dos outros (eu entendendo o assunto já acho isso chato pra carai, imagina quem não é). E tem uns que a gente ouve falar que pira mesmo, que se isola do mundo e não quer saber de mais nada além de viver de arte.

Muitas vezes eu penso que, mesmo gostando muito de tudo, parei na área errada. Simplesmente não consigo ser assim e consequentemente não consigo ser muito boa em vários aspectos. Quando eu era mais nova, que foi quando eu me desenvolvi melhor, eu era muito mais isolada, não tinha muitos amigos, passava o dia todo no quarto torrando folhas e lápis. Hoje não consigo pensar em abrir mão do tempo que passo com a minha família, perdi uma coisa ou outra e já me arrependo demais. É tempo que não volta e não tem preço. Nem mesmo a arte vale tanto.

Não quero que ninguém deixe de gostar do que faz ou que eu ache todo mundo errado. Só acho que vale a pena parar um pouquinho para refletir e ver se há alguma coisa que no fim a pessoa queira mudar. Já ouvi gente rebater qualquer argumento que envolva isso como "então você não gosta o suficiente, deveria procurar outra coisa". Caramba, é tudo tão radical assim? Não tem espaço para outros interesses? Então eu realmente deveria procurar outra coisa!

Noivando

Tirando o pó do blog em grande estilo e com um motivão daqueles!

Sabem, eu nunca tinha sido noiva antes e nem achava que fosse virar tão cedo - ainda mais quando se tem um namoro à distância, que é uma coisa muito complicada, indicada apenas para usuários avançados e com plena certeza do que estão fazendo. Ao mesmo tempo, todo mundo já esperava por isso porque "não é possível que um dia vocês não irão de casar!". E claro que a gente também pensava isso, não era apenas a opinião pública, hehe. Volta e meia a gente caia naquelas conversas típicas, imaginando o que poderia ser, como seria a vida de casados, o que faríamos se um filhote aparecesse do nada. Enfim, planos e algumas zuerinhas normais xD.

Sério, não imaginava mesmo que o então namorado estava preparando tudo para noivar. Depois de finalmente conseguir a minha liberdade de volta virando PJ (não nasci pra ser CLT nessa vida), planejei visitá-lo em setembro. Chegaria em um domingo e na segunda seria feriado, o que era ótimo porque seria um dia a mais para a gente ficar junto e tal. Ele queria passar esse dia a mais no Museu de Arte da Philadelphia, onde a gente já tinha ido antes mas só tiramos fotos, andamos e subimos aquela escadaria do Rocky (que é um inferno, diga-se de passagem); mas no mesmo dia ia rolar um festival de música aleatório que deixou o trânsito em volta do museu impraticável.

O plano B foi visitar Longwood Gardens, que é um lugar cheio de jardins (dãã) lindos. Muito lindos mesmo, de deixar qualquer um abestalhado, mesmo aqueles que não são lá muito chegados em coisas da natureza como eu. Andamos um pouquinho e encontramos um "caminho" muito bonito de galhos enrolados em volta de madeiras, pedrinhas e plantas. Como disse a minha sobrinha, um lugarzinho que parecia ter saído de um conto de fadas. Ele então sugeriu que a gente sentasse em um dos banquinhos. Um pouquinho de papo furado depois, ele se ajoelha de repente (nas pedrinhas, tadinho), saca a caixinha do bolso e pergunta se eu queria me casar com ele. (OOOOOUUUNNN!!!)

 

Eu fiquei tão abestalhada que fiquei perguntando "que é isso? que é isso???". Depois consegui responder que sim, claro, óbvio! Então ele colocou o anel no meu dedo e eu pirei, haha. Era lindo, brilhante, coisalindademeudeus. Tudo certinho, conforme o protocolo. Quer dizer, ele não pediu minha mão antes para minha mãe, só depois, mas agora está tudo certinho, hehe! No mesmo dia à noite atualizamos o status no facebook, para confirmar para o mundo o nosso novo status. Afinal se não está no facebook não é de verdade, hauha. Ficamos muito felizes, mesmo com os likes que às vezes parecem ser tão automáticos, e com os comentários de felicitações do pessoal.


Deu tudo tão certo que depois ainda andamos um bocado para conhecer o lugar e logo que entramos no carro para ir embora começou a chover! Parecia até que o tempo estava se segurando para não escaldar a gente, hehe.

Ah sim, o plano original dele era pedir no museu porque lá foi um dos primeiros lugares que a gente passeou juntos, no comecinho do namoro. E foi lá que a gente tirou a primeira foto bonitinha de casal que "revelamos" e deixamos em um porta retrato, hihihi (sou uma romântica abobada, caso não tenham percebido). Eu nem desconfiei que ele estava com segundas intenções mesmo odiando visitar museus, huehuhe!

Continuando com a maré de coisas boas, fomos em um restaurante mais-que-demais para comemorar o noivado com a família dele. Ninguém o conhecia antes e ainda bem que deu tudo certo de novo! A comida era ótima,  o show no hibachi (que é uma chapona que fica no centro da mesa) foi sensacional e ainda tivemos a coincidência de sermos atendidos por um cara que falava português porque era de Portugal! xD


A gente ainda está se acostumando com a nova nomenclatura e volta e meia escapa um "namorado/a". Afinal foram 3 anos se referindo ao outro assim, ne? Logo logo a gente se acostuma; dá um orgulho danado quando eu digo "meu noivo" porque é muito importante. :3