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A arte e o egoísmo

"Nós artistas somos egoístas, vivemos numa bolha. Amamos tanto o que fazemos que acabamos excluindo todo o resto ao nosso redor...."
Gene Colan

Li esses dias essa frase no mural de um amigo no Facebook e lembrei que só tinha me ligado disso enquanto explicava para a sobrinha mais ou menos como funcionava as coisas na minha área.

Ao contrário de muitas profissões que (teoricamente) visam ajudar o próximo ou que contribuem para o bem estar ou evolução das pessoas, o pessoal que trabalha com arte pensa apenas na evolução e satisfação próprios. Podem dizer que observam o mundo, que inspiram os outros, que desperta sentimentos escondidos em alguns. Mas tudo isso não passa de consequência de um trabalho puramente egoísta. O artista não pensou que causaria isso e sim que estava fazendo um bom trabalho para mostrar aos outros, para se orgulhar.

É meio estranho dizer isso de uma profissão tão sensível, só que é assim que funciona: você estuda, treina, corre atrás porque quer ser melhor segundo os seus parâmetros. Se fosse para entreter os outros, não precisaria de tanto, é só ver alguns sucessos da criançada como a Galinha Pintadinha - que francamente, também não foi feita só para entreter, com certeza é caso pensado para lucrar horrores com vendas de produtos e shows. Nos lugares que trabalhei, nunca ouvi alguém dizer que estava fazendo aquilo com tanto esmero porque faria crianças felizes e sim porque estava se desenvolvendo muito mais fazendo tal tarefa. O roteiro tá ruim?Tudo bem, o que importa é fazer a minha parte e deixar tudo bonito.

Aliás, muito pelo contrário, ninguém curte fazer projeto dos outros. Trabalha ali porque precisa e porque pode aprender mais, se pudesse viveria de curtas de autoria própria.

Design às vezes cai no mesmo problema. Todo mundo quer aplicar o que viu nos livros, nos cases, na faculdade. Não interessa o que o cliente quer, afinal o que ele sabe? Sei que tem muito e muito cliente cretino que não sabe e não aceita nada, mas o que é que passa na cabeça do profissional? Que ele quer empurrar aquilo que ele sabe, o que ele acha melhor. A consequência é ajudar na comunicação visual. Bons designers são aqueles que pensam primeiro na necessidade, meio raro encontrar isso por aí.

Não é à toa que o maior problema em relacionamento interpessoal das agências e estúdios é o ego.

O negócio é tão centrado no umbigo que o cara entra de cabeça e não sossega nunca. Nunca tá satisfeito, sempre acha que pode melhorar. Acho que isso tem os dois lados, não acho que seja ruim se aprimorar, mas acho ruim que isso seja um objetivo único. Vejo muito nego bitolado nisso e esquecendo de coisas básicas como ter uma vida. Quando sai da bolha, só sabe falar da sua arte, se esquece dos interesses dos outros (eu entendendo o assunto já acho isso chato pra carai, imagina quem não é). E tem uns que a gente ouve falar que pira mesmo, que se isola do mundo e não quer saber de mais nada além de viver de arte.

Muitas vezes eu penso que, mesmo gostando muito de tudo, parei na área errada. Simplesmente não consigo ser assim e consequentemente não consigo ser muito boa em vários aspectos. Quando eu era mais nova, que foi quando eu me desenvolvi melhor, eu era muito mais isolada, não tinha muitos amigos, passava o dia todo no quarto torrando folhas e lápis. Hoje não consigo pensar em abrir mão do tempo que passo com a minha família, perdi uma coisa ou outra e já me arrependo demais. É tempo que não volta e não tem preço. Nem mesmo a arte vale tanto.

Não quero que ninguém deixe de gostar do que faz ou que eu ache todo mundo errado. Só acho que vale a pena parar um pouquinho para refletir e ver se há alguma coisa que no fim a pessoa queira mudar. Já ouvi gente rebater qualquer argumento que envolva isso como "então você não gosta o suficiente, deveria procurar outra coisa". Caramba, é tudo tão radical assim? Não tem espaço para outros interesses? Então eu realmente deveria procurar outra coisa!

Animamundi - Pixar 25 anos

Nunca fui no Animamundi com grandes expectativas e brilho nos olhos. Na verdade eu sempre ia porque alguém ia arriscar uma sessão (acho isso muito tenso e arriscado, infelizmente ainda há chance de ver muita coisa ruim) ou por "obrigação" profissional. Este ano fui porque queria assistir uma sessão que tinha certeza que seria boa: Pixar 25 anos.

Ok, eu tinha essa certeza porque tinha já tinha assistido 80% dos curtas, mas queria muito assistir os inéditos: Hawaiian Vacation e La Luna.
O primeiro relata as férias da Barbie e do Ken no "Hawaii". É surpeendente como aconteceu tanta história em pouco tempo, ritmo rápido, bem marcado e explicado. Apesar da velocidade não dá pra se perder, era risada atrás de outra. Detalhes legais que sempre causam nostalgiazinha feliz quando se trata do universo Toy Story. Muito bacana.


Já o segundo, minha nossa, que curta. Aqui o ritmo era mais lento, sem pressa para mostrar o que realmente estava acontecendo. Não vou dar spoiler, mas é um curta com aquele espírito de filme da Pixar que agrada todo mundo e faz você sair flutuando da sala de projeção.

Foi legal rever, relembrar e perceber a evolução da animação de curta para curta. Valeu o ingresso! (mas se eu soubesse que o evento este ano estava mais morno, com menos gente e ainda tinha ingresso para essa sessão que eu fui, não teria pago os 2 reais de taxa para comprar antecipadamente pelo site hauehuhae!)

Toy Story 3

Depois de ter feito uma maratona de filmes para aproveitar uma promoção da Blockbuster Online e ter perdido parte da minha vida em um segundo emprego (mais detalhes em breve. É, eu sei, estou devendo posts demais por aqui), tive uma espécie de férias de cinema: ou não tinha tempo para ir ou não tinha energia mesmo, hehe. Nisso perdi vários filmes que queria ter visto e que provavelmente só terei a chance de colocar em dia com outra promoção.

Mas, na última sexta, eis que estreia Toy Story 3 e eu não poderia esperar mais que um fim de semana para conferir. Primeiro porque é filme da Pixar, só por isso eu já vou considerando que o filme é bom; segundo porque é Toy Story e terceiro porque com certeza na segunda feira já vai ter gente no trabalho que viu o filme e pode soltar algum spoiler.


Compramos os ingressos um pouco em cima da hora, mas para minha surpresa, a sessão estava longe de estar lotada, ainda mais porque era um sábado à tarde. Mais surpreendente ainda foi ausência de crianças (ou talvez houvesse alguma ou outra ali, mas que não se manifestou). Só depois que me lembrei que o primeiro Toy Story é de 1995, o segundo de 1999, então quem estava ali, logo depois da estreia do terceiro, já era grandinho o suficiente.

Isso também justifica o tom que o filme leva. Ele ainda tem muito dos filmes anteriores, dos brinquedos enfrentando o nosso mundo de obstáculos gigantes para voltar para casa, todo mundo desconfiando da palavra do Woody e o próprio quase sempre dando um jeito de resolver tudo.

Mas a mensagem que ele quer passar é outra, muito mais emocionante e conclusiva. E claro, em um detalhe e outro sempre tem aquele jeito que só a Pixar sabe de surpreender o público. Um deles me fez pular da cadeira quando vi, hauhua! E caso você já tenha visto o filme, aqui tem uma relação de easter eggs sensacionais.

Eu não resisto e preciso dar destaque a dois fatos: o modo como o ken e a barbie foram inseridos e desenvolvidos no filme, porque pessoalmente eu nunca pensaria que dois bonecos que foram criados com propósitos tão restritos pudessem ter uma releitura daquelas, e a participação do Gipsy Kings na trilha sonora, yay! \o/

Para não dizer que sou puxa-saca e não achei nada de ruim, não achei necessário aguentar os óculos que não encaixavam direito no meu rosto para ver o filme em 3D. Não reparei em nada muito signficativo com o efeito. Ah sim, e não precisam ficar vendo os créditos porque não há cenas extras depois deles.

Curtinhas russos de versus felizes

Desculpem-me, mas não sei russo e também não procurei saber. Só sei que comecei vendo um deles e agora estou viciada! Curtinhos, simples e geniais. Acho que vou me empolgar e vou colocar alguns dos que mais gostei por aqui.

Mario vs Pacman



Senhor dos Anéis vs Harry Potter



Leonidas vs Chuck Norris



Neo vs Skywalker



Van Damme vs Seagal



Worm vs. Darkwing Duck



Contador vs Designer

A Princesa e o Sapo


Finalmente a Disney voltou a fazer o que ela faz de melhor: longas de animação 2D com histórias infantis felizes. Espero que eles não deixem de fazê-las porque o desenho é lindo demais (novidade nenhuma). Tem uma sequência estilizada na parte inicial que eu babei muito e minha admiração foi ridiculamente visível, hehe.

Mas o legal em A Princesa e o Sapo é que eles voltaram a fazer um roteiro decente. Não aquela coisa espetacular que a Pixar faz, mas uma história coerente, honesta e com boas sacadinhas. Parece que finalmente perceberam que era isso que faltava nos filmes 3D deles, não se limitaram a contar apenas a história original e fizeram uma adaptação muito boa.
Ok, muitas cenas de musicais aleatórios (é alguém se apresentar, ou ter que explicar algo, ou estufar o peito que você sabe que vai começar a cantoria), talvez eu já não tenha idade para apreciá-las mais, mas talvez as crianças (e será que eu também?) estranhariam se elas não existissem.
Pessoalmente, adorei ver uma princesa que luta pelo que quer ao invés de passar pela vida esperando um príncipe rico e bonitão, hehehe.


Com tanta bomba em cartaz no momento (Lua Nova? 2012? AAAARGH!), um desenho de qualidade é como uma luz no fim do túnel nesses finais de semana cheios de pessoas nas ruas. Principalmente se for seguido de uma boa comilança, hehe.

Up!

A primeira coisa que conclui assim que o filme terminou foi: "meo, a Pixar não sabe mais errar!". Começou certo no trailer, legal mas e que não entregava o ouro do filme. Logo, você vai assisti-lo sem maiores expectativas, achando que é só uma história sobre um velhinho maluco que resolve viajar com a sua casa usando balões de gás e que sem querer leva um molequinho mala junto.


Mas não, claro que a história não é só isso. Como estava desarmada, quase chorei nos primeiros minutos do filme. Depois me diverti horrores. Nem mesmo as crianças pentelhas que choravam e falavam com o filme estragaram meu humor. Aqui o ritmo é mais equilibrado, com momentos mais sensíveis e outros de diversão pura e descompromissada, ou seja, segue a velha filosofia Disney de ser um filme para família toda, mas com muita qualidade!

Nem preciso dizer que o visual é bom demais, puxa. Tá certo que não tinha lá muitos momentos em que o 3D foi usado a valer, acho que não precisava pagar mais caro pra ver as nuvens mais próximas. O que me deixou fula mesmo é que no cinema que eu fui (Kinoplex Itaim) não passou o curta Partly Cloudy! É muito absurdo assistir um filme da Pixar sem um curta bacanudo antes!

E também, como sempre, a dublagem estava ótima. Quem diria que o Chico Anysio surpreenderia a essa altura do campeonato? A voz da menininha Elle também é demais.

Tá, não disse novidade alguma, mas precisava registrar o quanto adorei esse filme, que eu ainda quero assistir de novo, e de como eu precisava ver algo bom assim no cinema! Todo mundo tem que ver Up!, todo mundo mesmo. E eu quero o DVD!

Esquilo!

Monstros vs Alienígenas

Demorei um tempo para escrever este post pois precisava separar as impressões do filme das emoções por ter assistido um filme em 3D pela primeira vez. Devo ser boba demais pra ter tanta dificuldade nisso! Fiquei muito, mas muito vislumbrada com os efeitos que encareceram muuuuito o ingresso, é coidiloko mesmo. Infelizmente, além do preço, as criancinhas retardadas que gritavam toda vez que algo parecia sair da tela limitam muito a minha paciência a minha frequencia a este tipo de sala.


Na minha opinião totalmente pessoal e intransferível, o filme é legalzinho. Não é nenhuma obra prima da animação mas também não é um mero tapa buraco na programação cinematográfica infantil. Dá pra sacar que foi feito com carinho e com ideias muito boas - mesmo não tendo um roteiro genial.

Talvez a falta de sal esteja nos personagens. São divertidos, só que os achei um pouco esteriotipados. Sabe, a geleca tem ser super burra e o cientista meio maluco? No caso da protagonista, o melhor dela era a situação em que ela estava envolvida e não a personalidade dela em si. E sim, eu queria que tivessem mais monstros diferentes no filme e de tipos mais bizarros.
Realmente ninguém supera Monstros S/A nesse quesito, hohohoe!

O final foi bem xoxo, ao estilo "não sabemos como terminar então vamos encontrar uma desculpa esfarrapenta copiada de um filme da Pixar". Claro, no filme da Pixar o final fez sentido, mas em Monstros vs Alienígenas não. Mas por ser um filme da Dreamworks tá bom.

E só fiquei com vontade de ver a versão legendada porque o general é dublado pelo Jack Bauer e o Doutor Barata pelo House, heh.

Aviso importante: mantenha-se sentado no cinema por mais um tempinho porque tem uma cena depois da primeira parte dos créditos.


Offtopic: no cinema que eu fui, tinha uma fila absurdamente grande na sala em que o filme do curintia estava sendo exibido. Vai entender.

Nova série de Fullmetal Alchemist

Ontem, as 5 da tarde no Japão, começou a ser exibida a nova série de anime de Fullmetal Alchemist. Nem preciso dizer que vou acompanhá-la muito de perto, por dois motivos: primeiro porque eu pirei quando vi a primeira versão e segundo porque esta vai ser fiel ao manga, que por sinal é o único que tenho comprado ultimamente.

Ou seja, promete muito, a expectativa é enorme e as chances de me magoarem são pequenas.
Já vi o primeiro episódio e foi uma introdução mui interessante. A única ressalva é quanto ao tema de abertura, beeeem fraquinho, ainda mais comparando com as outras 4 aberturas da primeira série.
Pelo menos o encerramento é muuuito legal, tanto pela música quanto pela animação feliz:

Bolt

Eu dizia para as pessoas que queria ver Bolt e sempre ouvia a mesma resposta: "Bolt? Da Disney? Ick!". Quando juntei dois malucos que estavam dispostos a assistir, não consegui; primeiro por problemas de horários e muvuca na bilheteria e depois por causa do preço do ingresso da sala 3D do Eldorado (20 reais! Quase o valor do DVD um tempo depois do lançamento).

Nesta quarta surgiu a oportunidade de finalmente ver o filme em um programa familiar feliz com os meus sobrinhos, em uma sala normal no shopping Villa Lobos. Aliás descobri que por lá existe um esquema de reserva de cadeiras numeradas! Uma mão na roda para aqueles que se importam com o ângulo e a distância do telão e que odeia ter que aparecer meia hora antes do início do filme pra conseguir um lugar decente. E pelo valor que eles nos cobram, deveria ter isso em todos os cinemas há muito tempo!


Apesar da sala cheia de crianças barulhentas, o filme superou as minhas expectativas. Ok, admito, no fundo eu também estava desacreditada com os filmes de animação da Disney, principalmente os de 3D e que não eram da Pixar. Poxa, e quem não estaria? xD

A história não é lá mui original, é praticamente um Show de Truman onde o cachorrinho acha que é realmente um super-herói, com superpoderes, uma garotinha para proteger e um vilão para derrotar. Pensando bem, não faz sentido armar todo esse esquema pro cachorro, e não para as pessoas, acreditar que aquilo é real. Talvez no filme faça sentido porque os animais possuem expressão facial.

Desenvolvimento, personagens secundários, visual e lalala tudo nos conformes. Além, claro, de mensagens encorajadoras e um final super feliz. Por ser Disney, é claro que eles poderiam ter feito coisa melhor, mas por ser Disney 3D, o filme tá ótimo!

E um detalhe que as pobres crianças não perceberam... os pombos!


Eles estavam em todas as partes, sempre se fazendo de bobos e até mesmo de vítimas. Mas para um bom observador, ficou bem claro a que ponto chegou a dominação deles, sempre a espreita de tudo e o quanto eles são manipuladores! E o pior, que eles mandam na indústria cinematográfica hollywoodiana!

Vocês entenderão melhor em um post que eu estou escrevendo sobre eles... isso se eu conseguir sobreviver para publicá-lo!

DVD: Wall•e!!!

Um dos meus presentes de final de ano finalmente chegou (afinal, já que ninguém me dá presente, e como eu me comportei bem esse ano, me dei mais de um, hehehehehe): Wall•E em DVD, Special Edition com 3 DVDs! @_@


Comprei esta belezinha pela Amazon e chegou tudo certinho. Mesmo com o dólar alto e o frete chato (cerca de 8 dólares), ainda compensou bastante; principalmente porque esta edição não vai sair no Brasil e a edição que temos por aqui custa uns 45 reais (e sem previsão para baixar). Para quem estiver afins, aqui vai o link.
Geralmente o prazo do frete mais barato internacional é de 16 a 32 dias úteis, mas por causa do Natal, eles estavam se comprometendo a entregar tudo até o dia 24. O meu chegou bem antes que isso!

Outro aspecto importante a ser levado em consideração (embora a própria Amazon avise quando se fecha o pedido) é que o DVD é região 1 e que provavelmente não vai funcionar no seu DVD player. Como pretendo comprar um monitor legal ano que vem, comprei para assistir no computador.
Mesmo assim alguns drivers tem região definida e que só podem ser trocadas por um número limitado de vezes. Mas isso é o que o fabricante impôs, nada te impede de baixar um programa que resolva isso.

Chega de propaganda gratuita e conselhos e vamos ao que interessa:


Sei que os papelzinhos são inúteis, mas quis tirar foto deles mesmo assim pois foram graças à eles que percebi como o Wall•E foi conveniente pra Disney. Além de ser um baita desenho, é também um gancho pra tratar sobre sustentabilidade, preservação ambiental e lalala - assuntos que estão em alta ultimamente.

Seguindo nesta linha, a embalagem é toda feita e papel, não tem plástico nem pra segurar os DVDs. Mas não a subestime! O papel usado é de ótima qualidade e tem gramatura suficiente para sustentar seu conteúdo. A topeira aqui demorou alguns segundos pra sacar que havia duas "gavetinhas" laterais (tentei puxar pra ver se elas saiam xD) que organizam e compactam tudo muito bem.

Contéudo de cada DVD:

• Disc 1:
- O filme em si (que, como eu disse, é ÓTIMO);
- O curta "Presto", que passa antes do filme no cinema;
- O curta "Burn•E", uma gracinha;
- Cenas deletadas, que saíram do filme na edição final, ou seja, elas estão prontinhas em CG;
- Sneak Peek, um tour feliz pelo espaço com Wall•E, não vi isso;
- Comentários de Ben Burtt sobre animation sound design;

• Disc 2:
- A história da Pixar, ainda estou tomando fôlego para assistir (dura cerca de uma hora e meia);
- Mais cenas deletadas, desta vez sem CG mas ainda assim curiosas;
- Propagandas da BNL (empresa responsável pelo plano de fuga dos humanos e da limpeza da terra);
- Por trás da câmeras, depoimentos do diretor e da produção, um clássico dos extras xD;
- Os curtinhas do Wall•E encontrando alguns objetos, a maioria já vista no youtube;
- Um resumo com as descrições de alguns robôs;
- "Lots of Robots", uma historinha para crianças sobre os robôs em duas versões: a interativa, onde tem que completar uns mini-mini-games para a história continuar, e a simples, onde a tiazinha só narra o que acontece.

• Disc 3:
- Digital Copy

Enfim, nem preciso dizer que não me arrependi nem um pouco por ter pago mais caro e esperado um tempinho por ele!
Em breve, mais um post de conteúdo totalmente consumista feliz. \o/

Mais um filme da Pequena Sereia

Depois daquela tristeza sobre a vida dela como humana, e seguindo a tendência de contar as origens dos personagens, a Disney vai lançar no próximo dia 26 The Little Mermaid: Ariel's Beginning.
Abaixo você pode conferir um trailer que parece contar a história inteira do filme.



É difícil manter a magia de um desenho tão querido na infância hein?
Mesmo assim quero dar uma olhada melhor nisso.

Valeu Silvana pela dica.

e 100 anos de Fantasmagorie

O primeiro desenho animado em um projetor de filmes moderno foi Fantasmagorie pelo diretor francês Émile Courtet (também chamado de Émile Cohl), projetado pela primeira vez em 17 de Agosto de 1908 no 'Théâtre du Gymnase', em Paris. Courtet foi para Fort Lee, NY próximo da cidade de Nova York em 1912, onde trabalhou para o estúdio francês Éclair e espalhou sua técnica pelos Estados Unidos.


Ok, admito que só descobri isso porque li no Smelly Cat (onde você pode ver o vídeo original e um remake modernoso que fizeram recentemente) e também dei uma olhadela na lendária Wikipedia.

E claro, esta notícia está aqui porque coincidiu com o aniversário do blog, heh.

Continuação de Monsros S/A!?!?!

Segundo essa notícia feliz, existe uma chance, embora um tanto quanto vaga, da Pixar produzir uma continuação de Monstros S/A - embalados na onda do Toy Story 3 e do Carros 2.

Só digo uma coisa: querem fazer a bagaça pra ganhar dinheiro, que façam. Mas que façam bem feito porque eu realmente não queria ter que explodir esse estúdio que faz desenho tão legal! Hehehehe! >=)

Monstros S/A é simplesmente o meu filme de animação 3D favorito. Adoro o roteiro, a idéia central da coisa é pra lá de bem sacada, os personagens, a criação do mundo dos monstros, o desenvolvimento da história, o desfecho... putz, eu adoro praticamente tudo, minha gente.

Detestaria ver toda a magia que esse filme me proporcionou... estragada. Já me basta ter visto A Pequena Sereia 2! Jezuismariajosé! Meu coraçãozinho não aguentaria tamanha decepção again.

Meu novo wallpaper, yuhuhuhu!

Anima mundi 2008

Eu fui! E olhem só a prova do crime, hehehe!


Tá certo que a motivação para voltar ao evento depois de tanto tempo foi algo totalmente pessoal: um dos curtas que seria exibido na sessão Infantil 1 foi feito pelo pessoal do estúdio. Foi antes da minha existência lá, mas isso não evitou que eu tomasse as dores quando um mané, na saída, falou que "o desenho brasileiro foi o pior". Duvido muito que o cretino leia isso aqui, mas se você também achou isso, sinta-se amaldiçoado pelo resto da sua vida, fidumaégua!

Além do Maiô de Bolinhas (que é sensacional e pode ser assistindo aqui), esta sessão exibiu:

O amigo dos bichos e a raposa. Lento, bobo e feito em stop motion. O cara devia tá pagando promessa, não é possível.

O velho pajé. Duas técnicas diferentes contando uma lenda indígena feliz sobre a o céu como o conhecemos. Além da animação estar bem feitinha, também falou de um tema que gosto muito.

O conto da menina viva morta. Muito bom também e muito, mas muito mais dinâmico que o primeiro. Aliás, que criança em sã consciência brinca de enterro hein? O_o

Eu te amo Eu te odeio. Meio conceitual, simplão e só adulto acha graça.

Capitão Cumulus. Bonitinho, mas só faz sentido por causa de uma cena que aparece quando os créditos já estão rolando!

Pequenos Dinossauros. Sem pé nem cabeça, nem telespectador de Teletubbies ia gostar disso. Mas foi muito bom terem colocado um desenho tão ruim antes do Maiô de Bolinhas, hehehehe.

Cucurujas. Eu já gosto de corujas. Um desenho com um grupo de corujas atrapalhadas e inexpressivas é muito legal.

Bertram. Tanto estilo quanto história típicos de desenho que passa na Cultura. Típico até demais.

Além das exibições, o evento contava com alguns poucos stands felizes que estavam inteligentemente sob uma lona preta. Chamar aquilo de estufa era elogio!
Os mais chamativos eram o da Oi, onde as crianças podiam personalizar o logo da empresa bem a la toy art (e tinha um bagulho que falava pra você ativar o Bluetooth, mas não descobrimos porque); e o do Speed Racer, que tinha uma réplica do lendário Mach 5 e uns Wiis com jogos, obviamente, do Speed Racer.


Apesar de ter ido só pra prestigiar um curta, gostei muito da sessão no geral e perdi o trauma que eu tinha do anima mundi. Sabem como é, entrar em uma sessão que não vale nem um tostão furado, muito menos o valor do ingresso, assusta pessoas avarentas como eu. Só que também não gostei o suficiente para comprar ingresso para outra sessão não. Ow jeitinho cretino de exploração, viu?

Gake no ue no Ponyo (Ponyo on the Cliff by the Sea)

Trailer do novo filme do Miyazaki! Ow carinha insano from hell. Eu quero ver!

Kung Fu Panda

Ir ao cinema duas semanas seguidas depois de um jejum de quase meio ano é praticamente um luxo. Se descuidar ainda vou na outra semana para ver o tão aguardado Dark Knight, mas isso vai depender do meu senso de muquiranisse.
O filme da vez foi Kung Fu Panda, que eu também estava esperando há meses e que pra piorar teve o lançamento pra lá de adiado aqui no Brasil - provavelmente por causa das férias da criançada feliz.

Aliás eu não esperava encontrar tantas crianças na sessão das 20:50 de sexta-feira. Pelo menos elas se comportaram relativamente bem, exceto uma que resolveu falar para a sua mãe que queria ir ao banheiro fazer número 2 bem em um daqueles momentos mais sérios do filme, quando tá todo mundo quietinho prestando atenção!
Foi um dos momentos mais engraçados.


Observações além-filme à parte, graças aos céus não me decepcionei de novo.
O roteiro não vai muito além do básico de uma história que tenha kung fu: mestres fodões, aprendizes, sonhadores, vingança e muita luta estilosa. Inovações nesse quesito eu só espero que venha da Pixar mesmo, hohoho! Mesmo assim não deixa de ser divertídissimo e muito bem feito. A animação está ótima e não sei se é porque eu sinto falta disso, mas a abertura e os créditos (que são feitos em 2D) são simplesmente fodásticos!


O final pode parecer um pouco forçado, mas concluimos uma coisa muito importante dele: FULL VIT ROX!!1!
Ah, e tem uma cena depois dos créditos, não que seja aqueeeela cena, mas tem.

PS: foi engraçado ver a voz do Ikki no Shifu. E eu queria muito ver a versão original com o Jack Black, Jackie Chan, Angelina Jolie e Lucy Liu, mas só quando sair em DVD.

Wall-e

Seguindo a tradição de boas surpresas by Pixar, só tenho uma coisa a dizer do filme: é ÓTIMO! Muito bom mesmo, muito bem feito e desenvolvido! Desta vez vou me conter e não vou falar muito sobre o filme para não estragar as surpresas porque tenho medo que qualquer detalhe possa estragar à magia. Nunca pensei que um personagem sujinho e que não fala pudesse ser tão carismático, haha!


Pra variar, o curta que aparece antes do filme é sensacional. Chama-se Presto e mostra o que um coelhinho fofinho e faminto pode causar em nome de uma cenoura.

Ah sim, não tem cenas extras depois dos créditos, mas os créditos em si são maravilhosos. Vale muito a pena ficar um tempinho a mais na sala para assisti-lo, até porque você evita de sair junto com um mar de gente que está doida pra ir ao banheiro.


Enfim, recomendadíssimo e já ocupa o terceiro lugar no meu ranking de filmes felizes em 3D! \o/

Animações em aberturas de filme

A idéia deste post veio depois de assistir a abertura do 007 - Casino Royale. Ela não é magicamente genial, mas achei a solução para os créditos iniciais bonita, crativa e bem estruturada. Infelizmente não achei um vídeo decente no youtube pra colocar aqui - ou o som tá muito baixo ou a música tá fora de sincronia!


Do filme "Prenda-me se for capaz". Engraçado, eu vi o filme e nem me lembrava dessa...


"It's mad mad mad mad world", dos anos 60. Nunca tinha ouvido falar dessa, mas é genial. Valeu Silvana pela dica! Pra quem gostou, o nome do maluco responsável por isso é Saul Bass.


E o Artur me sugeriu para este post os créditos de Desventuras em Série.

Sábado animado? Pra quem?

Desta vez vou dar uma treguinha para a Globo. Eu sempre pego no pé deles porque afinal é o canal mais visto pelos brasileiros e que querendo ou não exerce um senhor poder na mente desse povinho feliz.

Mas o SBT também pede hein? Não é novidade para ninguém a qualidade pra lá de questionável dos programas geniais do seu Sílvio, mas pra programação infantil ele tem chutado o balde totoso hein? - Nesse quesito, pelo menos a Globo tirou a coisa da Xuxa durante a semana e deixou só os desenhos passando de manhã.
Já não aguentava aqueles dois pentelhinhos, a mina de voz encardida e o moleque que queria ser mano, apresentando o Bom Dia & Cia. Agora me colocam uma menina (que com certeza é filha de alguém ali do meio) que mal sabe falar e se comportar pra apresentar o Sábado Animado? Quequéisso minha gente! INACREBELIEVEABLE*!

A performance do projeto de gente chega a ser revoltante, como pode ser averiguado no vídeo abaixo.



Já era assim na minha época e pelo jeito é assim que vai continuar.
Desencanem pessoal, passem somente os desenhos que a criançada já fica feliz!
Incentivem a produção de animação de qualidade brasileira ou pelo menos dublem os que vêm de fora legal e sem cortes!
Muito mais produtivo que esse horrorzinho, não acham?


* Direitos da expressão: Mundo Canibal

Dublagem Disney mundo afora

Quando vou ao cinema, só vejo filme dublado se for da Disney ou se não tiver a versão legendada em algum outro canto de São Paulo de um filme que eu esteja doente para assistir. O cuidado que ela tem com a dublagem é coisa rara e que poderia ser seguida por todos. Eu não tenho muitos problemas em ler a legenda e ver o filme ao mesmo tempo, mas eu queria poder reparar mais nos detalhes visuais dos filmes sem que os meus ouvidos fossem agredidos. Só posso me dar ao luxo de fazer isso quando o tal filme sai em DVD - e olhe lá.

Vi este vídeo nos extras da edição especial de Mulan e que sintetiza bem a qualidade que a Disney exige nas dublagens. No próprio extra tem entrevistas com os caras que são responsáveis por isso, mui interessante também. Ah sim, eu ADORO essa música!



(No youtube você pode encontrar mais vídeos deste tipo, editado por usuários. O problema é só achar algum decente. Tem tanta porcaria por lá que eu só vejo vídeo por indicação ou nostálgico.
Outra coisa que dá pra fazer é procurar música por música em diferentes idiomas. Fiz isso com Hakuna Matata do Rei Leão, heh!)